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    Pedro Pomar: Uma Vida em Vermelho -

    Wladimir Pomar

    Xamã
    2003
    358 páginas
    11h 56m
    ISBN-13: 9788575870105
    Português Brasileiro
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    Pedro Pomar não era apenas um comunista revolucionário profissional, no sentido de que sua sobrevivência dependia do trabalho partidário e dos recursos pecuniários daí advindos, mas um ser humano que se dedicava completa totalmente a perspectiva e à ação de transformar a sociedade e mudar as condições de trabalho e de vida das classes que considerava exploradas e oprimidas pela burguesia e por outras classes dominantes. Nele, a vida familiar e vida pessoal eram irremediavelmente subordinadas àquele profissionalismo especial, lampejos que emergiam de sua vida comunista, mas que também estavam iluminados por ela. Em Pomar não é possível distinguir um "lado político" e um "lado humano". Seu ser político era impregnado de humanismo: talvez por isso fosse tão apegado às obras de Goethe, Shakespeare e Marx, aos quais nada do que é humano e indiferente. E o ser humano de Pomar era um ser político, no qual chocavam-se, harmonizavam-se, dissolviam-se e amalgamavam-se as qualidades e defeitos de sua época, de seu povo e dos partidos em que militou por décadas - o PCB e o PcdoB. Neste livro, Wladimir Pomar retrata, de forma por vezes supreendente, a vida do dirigente comunista nascido em Óbidos, no Pará, em 1913, e assassinado pelos órgãos de repressão do Exército em 1976, numa casa do bairro da Lapa, em São Paulo.

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    Wladimir Pomar

    Wladimir Pomar nasceu em Belém do Pará, a 14 de julho de 1936, filho de Pedro Pomar e Catarina Torres. Desde os cinco anos, conheceu a vida da clandestinidade, pela perseguição que a polícia do Estado Novo de Vargas movia às atividades do Partido Comunista do Brasil (PCB), do qual seu pai era membro. Começou a trabalhar aos doze anos, como aprendiz de linotipista, ao mesmo tempo que fazia o ginásio. Depois trabalhou como repórter e redator nos jornais Tribuna Popular e Classe Operária. Foi colaborador do jornal Movimento, diretor do Correio Agropecuário, além de repórter e diretor editorial de Brasil Extra. Adquiriu formação técnica e trabalhou como técnico de planejamento e manutenção de máquinas pesadas da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda (RJ) e Conselheiro Lafaiete (MG). Foi engenheiro de serviços da General Eletric, no setor de locomotivas, tendo trabalhado junto às estradas de ferro Leopoldina (RJ) e Leste-Brasileira (BA). Também trabalhou como engenheiro de manutenção da Cerâmica do Cariri. Militante político desde 1949, quando ingressou no PCB, Wladimir Pomar atuou inicialmente no movimento estudantil secundarista. Em 1951, estudou ajustagem mecânica no Senai, trabalhou na Arno e participou no movimento sindical metalúrgico. Em 1962, fez parte do movimento que deu origem ao PCdoB. Em 1964, foi preso na Bahia, por ação de resistência ao golpe militar. Solto no final deste ano, devido a habeas corpus, foi julgado e condenado à revelia. Depois de 1964, colaborou com a imprensa partidária e desenvolveu suas atividades políticas principalmente no interior de Goiás e do Ceará, aqui entre os sindicatos de trabalhadores rurais. Viveu na clandestinamente até 1976, quando foi preso novamente. Desta vez, durante uma ação militar que assassinou três dirigentes do PCdoB, no bairro da Lapa (SP), um dos quais seu pai. Foi libertado pouco antes da Anistia, em 1979. Pouco depois, desligou-se da direção do PCdoB e ingressou no Partido dos Trabalhadores. Entre 1984 e 1990, integrou a executiva nacional do PT, onde foi responsável pela secretaria nacional de formação política, atividade que acumulou com a coordenação do Instituto Cajamar. Em 1986, participou da coordenação da campanha de Lula a deputado federal constituinte. Durante as eleições presidenciais de 1989, foi coordenador-geral da campanha Lula.

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    Pará, Brasil

    Wladimir Pomar