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    Arte e Letra: Estórias L - Revista de Literatura

    Diderot

    Arte e Letra
    2011
    88 páginas
    2h 56m
    ISBN-8: 19829221
    Português Brasileiro
    3.7
    5 avaliações
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    Edição L da Arte e Letra: Estórias traz contos do nicaraguense Rubén Darío, o estadunidense F. Scott Fitzgerald e francês Victor Hugo. Apesar de ser lembrado discretamente aqui no Brasil, Victor Hugo foi um escritor que influenciou muitos colegas e foi decisivo nas carreiras de Charles Dickens, Albert Camus e Fiódor Dostoiévski. O conto presente nesta edição, Claude Gueux, foi considerado pelo próprio Victor Hugo como sendo precursor de Os Miseráveis. O nicaragüense Rubén Darío é uma das figuras mais importantes da literatura de língua espanhola. Estava esquecido no Brasil e foi resgatado com o lançamento de Azul pela editora Demônio Negro. A Arte e Letra: Estórias confirma esta importância publicando um conto que foi publicado em 1894 pela jornal de Buenos Aires Diario de La Nación. F. Scott Fitzgerald é um dos escritores estadunidenses mais importantes do século passado. O estranho caso de Benjamin Button ficou conhecido pela adaptação cinematográfica, mas a leitura do conto revela uma história bem diferente do que foi visto nos grandes telas. A Arte e Letra: Estórias nesta edição aposta no talento que vem do Sul do país com contos de quatro autores de Porto Alegre. Rodrigo Rosp, Antônio Xerxenesky, Rafael Bán Jacobsen e a estreante Daniela Langer. Vale destacar ainda os contos de Denis Diderot e Frank R. Stockton. A edição L conta com as ilustrações de Mariana Leme.

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    Denis Diderot profile picture

    Denis Diderot

    Denis Diderot (Langres, 5 de Outubro[1] de 1713 — Paris, 31 de Julho de 1784) foi um filósofo e escritor francês. A primeira peça relevante da sua carreira literária é Lettres sur les aveugles a l’usage de ceux qui voient (Cartas sobre os cegos para uso por aqueles que veem), em que sintetiza a evolução do seu pensamento desde o deísmo até ao cepticismo e o materialismo ateu, tal obra culmina em sua prisão. Escreveu ainda Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers (Dicionário razoado das ciências, artes e ofícios). Mas a sua obra prima é a edição da Encyclopédie (1750-1772) onde reportou toda o conhecimento que a humanidade havia produzido até sua época. Demorou 21 anos para ser editada, e é composta por 28 volumes. Mesmo que na época o número de pessoas que sabia ler era pouco, ela foi vendida com sucesso. Denis conseguiu uma fortuna. Deu continuidade com empenho e entusiasmo apesar de alguma oposição da Igreja Católica e dos poderes estabelecidos. Escreveu também algumas outras peças teatrais de pouco êxito. Destacou-se particularmente nos romances, nos quais segue as normas dos humoristas ingleses, em especial de Sterne: A Religiosa, O Sobrinho de Rameau, Jacques, o fatalista e seu mestre. Escreveu vários artigos de crítica de arte. Foi um dos primeiros autores que fazem da literatura um ofício, mas sem esquecer jamais que era um filósofo. Preocupava-se sempre com a natureza do homem, a sua condição, os seus problemas morais e o sentido do destino. Admirador entusiasta da vida em todas as suas manifestações, Diderot não reduziu a moral e a estética à fisiologia, mas situou-as num contexto humano total, tanto emocional como racional. Seu pensamento sobre a nobreza e o clero se exprime na seguinte frase: "O homem só será livre quando o último déspota for estrangulado com as entranhas do último padre". Com essa frase, ele quis dizer que todos os governantes e os dogmáticos deveriam ser completamente derrubados, para a humanidade ser livre. Diderot é considerado por muitos um precursor da filosofia anarquista. Alguns estudiosos acreditam que, sob inspiração de sua obra, "A Religiosa", barbáries foram praticadas contra religiosos e freiras na Revolução Francesa de 1789 com o deturpado intuito de "protegê-los" contra os crimes praticados pela Santa Sé, há ainda um suposto dossiê encontrado por Georges May em 1954, que mostra a obra A religiosa como pura ficção e não um retrato da realidade.

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    Haute-Marne, França

    Denis Diderot