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    Humano, Demasiado Humano - Um livro para espíritos livres

    Friedrich Nietzsche

    Companhia das Letras
    2000
    349 páginas
    11h 38m
    ISBN-10: 853590025X
    Português Brasileiro
    4.6
    10 avaliações
    Leram27Lendo4Querem22Relendo0Abandonos3Resenhas1
    Favoritos4Desejados22Avaliaram10

    Substituindo o arrebatamento pela análise serena e racional, em Humano, demasiado humano Nietzsche expande a forma do aforismo e aborda uma enorme quantidade de temas, abrangendo questões de moral, religião, metafísica, política, relações sociais, amor, arte e literatura. Um dos livros mais acessíveis do autor de Assim falou Zaratustra.

    Resenhas (1)Ver mais
    Romeu Felix picture
    Romeu Felix15/07/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Fiz o fichamento sobre esta obra, a quem interessar:

    "Humano, Demasiado Humano: Um livro para espíritos livres" é uma obra escrita pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche e foi originalmente publicada em 1878. Esta resenha abordará uma edição em português lançada pela Editora Companhia das Letras no ano 2000, contendo 349 páginas. Esta obra marca uma importante transição no pensamento do autor e é uma das suas obras mais influentes no campo da filosofia. O livro é dividido em aforismos, que são pequenas passagens filosóficas que tratam de uma grande variedade de temas. Nietzsche apresenta aqui uma mudança significativa em relação aos seus trabalhos anteriores, que eram mais líricos e metafóricos. Nesta obra, ele se concentra em uma abordagem mais crítica e investigativa, adotando uma postura de ceticismo em relação a verdades absolutas e dogmas. O título, "Humano, Demasiado Humano", sugere a crítica de Nietzsche à visão tradicional e romantizada do ser humano, destacando sua natureza complexa, falível e contraditória. O autor aborda questões como a moralidade, a religião, a ciência, a arte e a sociedade, sempre desafiando as crenças estabelecidas e convidando os leitores a questionarem suas próprias perspectivas. Nietzsche utiliza uma prosa perspicaz e envolvente para transmitir suas ideias, criando uma leitura desafiadora e estimulante. Seus aforismos são curtos e densos, o que pode exigir do leitor uma abordagem mais reflexiva, mas ao mesmo tempo torna a obra mais acessível para leitores que desejam absorver as ideias do filósofo em pequenas doses. Um dos temas centrais do livro é o questionamento da moralidade tradicional, especialmente a moralidade baseada em sistemas religiosos. Nietzsche critica a noção de "bem e mal" como uma simplificação arbitrária e argumenta que é necessário abandonar essa visão dualista para abraçar uma moralidade mais individualista e voltada para a vida. Ele propõe que os indivíduos cultivem sua própria "moralidade" com base em suas experiências e perspectivas únicas. Além disso, o livro também explora a relação entre a cultura e a natureza humana, discutindo como a cultura molda nossas crenças e comportamentos, bem como suas implicações na evolução da sociedade. Nietzsche apresenta uma análise crítica das instituições sociais, como a religião e o Estado, e argumenta que muitas vezes elas reprimem o potencial humano para o crescimento intelectual e criativo. Outro ponto notável é a abordagem do filósofo em relação à ciência e à racionalidade. Nietzsche valoriza o pensamento lógico e a busca pelo conhecimento, mas alerta para os perigos de uma ciência que se torna dogmática e fecha os olhos para outras formas de compreensão do mundo. Ele também critica a tendência da ciência de negar a importância das emoções e da subjetividade humana. "Humano, Demasiado Humano" é uma obra que desafia o leitor a questionar suas próprias convicções e a refletir sobre a complexidade da condição humana. Nietzsche oferece uma visão provocativa e inovadora sobre uma variedade de temas, e suas ideias continuam sendo discutidas e estudadas até os dias de hoje. Em resumo, "Humano, Demasiado Humano: Um livro para espíritos livres" é uma leitura essencial para aqueles que desejam se aprofundar na filosofia de Nietzsche e explorar sua visão única sobre a existência humana e o mundo ao nosso redor. A edição da Companhia das Letras é uma ótima opção para os leitores de língua portuguesa que desejam mergulhar nesta obra clássica da filosofia ocidental. Por: Romeu Felix Menin Junior.

    9 curtidas

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    4.6 / 10
    • 5 estrelas70%
    • 4 estrelas30%
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    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
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    Friedrich Wilhelm Nietzsche

    Friedrich Nietzsche nasceu em 1844 na Alemanha numa cidade conhecida por Röcken. A sua família era luterana e o seu destino era ser pastor como seu pai. Nietzsche perde a fé durante a adolescência, e os estudos de filologia combatem com o que aprendeu sobre teológia: Durante os seus estudos na universidade de Leipzig, a sua vocação filosófica cresce. Foi um aluno brilhante, dotado de sólida formação clássica, e aos 25 anos é nomeado professor de Filologia na universidade de Basiléia. Durante dez anos desenvolveu a sua filosófia em contacto com pensamento grego antigo. Em 1879 seu estado de saúde obriga-o a deixar de ser professor. Sua voz ficou inaudível. Começou uma vida errante em busca de um clima favorável tanto para sua saúde como para seu pensamento (Veneza, Gênova, Turim, N

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