A Revolução Pernambucana de 1911 - Movimento popular liderado pelo general Dantas Barreto contra a oligarquia do conselheiro Rosa e Silva

    João Alfredo dos Anjos

    Fundação de Cultura Cidade do Recife
    2009
    286 páginas
    9h 32m
    ISBN-13: 9788570441942
    Português Brasileiro

    Com o ensaio A Revolução Pernambucana de 1911 - Movimento Popular Liderado pelo General Dantas Barreto Contra a Oligarquia do Conselheiro Rosa e Silva, de autoria de de João Alfredo dos Anjos, assunto pouco estudado entre nós, ganha a biografia histórica pernambucana importante contribuiçao ao estudo e à compreensão da queda do rosismo e da ascenção de novas classes sociais ao poder estadual. Merece destaque o perfil biografico de Dantas Barreto resultante da leitura do livro, sem deixar o autor de focalizar. com ênfase e percuciente análise, aspectos amplosdo movimento politico daquela quadra da vida pernambucana. Quedam, ainda, esclarecidos, de maneira cabal, alguns pontos inexatos atribuídos à biografia do grande pernambucano, que atuou como militar, escritor (inclusive eleito para uma das cadeiras da Academia Brasileira de Letras)e politico. A esses aspectos não seria exagero acrescentar o grande gestor da coisa pública, pois Dantas Barreto talvez seja o único homem público que tenha deixado na história do governo de Pernambuco a honrosa alcunha de ser lembrado como "ditador da honestidade", comportamento raríssimo e difícil a ser encontrado na biografia de boa parte de políticos, quer do passado, quer do presente. Neste ensaio, devido ao enfoque histórico dado pelo autor, ficaram bem delineados os momentos de chegada ao poder de novas forças politicas que combatiam, inclusive com armas nas mãos, a velha oligarquia liderada pelo conselheiro Rosa e Silva, aliado dos "coronéis", atores principais que compunham o cenário do fenômeno do "mandonismo local". A queda do rosismo, detentor do poder durante o período 1896-1911, em Pernambuco, apesar dos novos tempos anunciados pelos republicanos de 1889, significou a tardia quebra do continuísmo, circunstância que apontava para um novo tempo que só viria a se consolidar nacionalmente em 1930 com a vitória dos aliancistas liberais. De qualquer sorte, os dantistas, como ocorreria logo em seguida com os rabelistas do Ceará (1914) e outros grupos insatisfeitos nos estados nordestinos, deram os primeiros sinais de mudanças e de concreta reação à politica conservadora, até então balizada pela conjunção de interesses marcados, sobretudo, pela tríade do poder municipal (mundo do "coronéis"), governos estaduais e de próprio governo federal. Ficava claro, que a nova classe politica que ascendia ao poder em Pernambuco estava integrada pela burguesia aliada a grandes contingentes urbanos formadores da classe média. Ao abordar os traços biográficos de Dantas Barreto e, ao mesmo tempo, destacar, entre outros aspectos, a atuação contra o rosismo, a busca de apoio popular urbano, a queda e constituição de novo governo, a moralização da administração da coisa pública, o historiador João Alfredo dos Anjos conseguiu nos oferecer objetiva trajetória da personalidade humana do mais ilustre filho de Bom Conselho, bem como consistente análise e interpretação do primeiro movimento politico com participação popular, característica fundamental que iria fixar o destino irredento da cidade do Recife no alvorecer das primeiras décadas do século XX. Cláudio Aguiar - é autor, entre outros, dos livros "Caldeirão, Suplício de Frei Caneca" e "Franklin Távora e o seu tempo".

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