O leitor, através da experiência de terapias realizadas com pacientes que se submeteram às nossa Abordagem Direta do Inconsciente, será conduzido, de forma suave e gradativa, à familiarizar-se com a cor local, a linguagem, a forma de percepção e comunicação específicas desse nível mental. E nessa caminhada deerá ele descobrir um mundo que lhe é desconhecido, embora lhe pertença, e que existe, não tanto para permitir a verificação das causas de seus sofrimentos, mas para ajudá-lo a viver mais plenamente. As Chaves do Inconsciente é o resultado do trabalho da psicóloga G. Renate Jost Moraes, criadora do Método ADI / TIP, ou Abordagem Direta do Inconsciente é um processo original de pesquisa direta e consciente do inconsciente. A TIP ou Terapia de Integração Pessoal é a aplicação clínica da ADI em pessoas com desajuste psico-emocionais, psicossomáticos, humanísticos, relacionais, profissionais, de aprendizagem e outros.
As Chaves do Inconsciente -
Renate Jost de Moraes
O Inconsciente Aberto
O livro “As chaves do inconsciente” de Renate Jost de Moraes, publicado pela Editora Agir, 1991, 335 p. aborda sobre o inconsciente humano, como um campo adequado de atuação direta, com o diagnóstico-terapêutica de problemas psíquicos, a fim de atingir o inconsciente pelas técnicas da psicologia, abrangendo a metodologia integral psiconossomática, que cientificamente, tem resultados grafiticantes. Renate conceitua o inconsciente, a abordagem direta e indireta do inconsciente, o conflito consciente versus inconsciente, o registro e a memória inconscientes, a memória inconsciente de várias gerações, propriedades específicas do inconsciente e a dimensão antropológica do inconsciente. Posteriormente, ela menciona sobre o inconsciente na família em relação a criança e sua percepção no útero materno, no momento da concepção, no seu nascimento, depois na infância, adolescência e vida adulta, principalmente nos problemas conjugais. Depois, ela menciona sobre o tratamento do inconsciente para a criança, para o adolescente e para o reajustamento conjugal. Por fim, ela apresenta a Terapia de Integração Pessoal (TIP), como metodologia de processo evolutivo, embasando-se com dados antropológicos, que visa o paciente na recuperação total psiconoossomática e sua adequada integração pessoal e social, a fim de se adequar na comunidade, reestruturando a pessoalidade com estudo e ensino. O livro se divide em quatro partes, de forma didática e de acordo com a metodologia proposta, confrontando-se com a metodologia psicanalítica de Sigmund Freud e Jacob Arlow, com a parapsicologia de Amadou, com a psiquiatria de Henry Brisset, com o hipnotismo de André Carneiro, além de obras sobre psicologia de crianças e adolescentes, teologia moral, antropologia, filosofia escolástica e existencialista e psicologia não-freudiana. Toda a problemática e proposta da metodologia se baseia em dados científico e teóricos, com exemplificações específicas, a fim de atingir um público de médicos, psicólogos, psiquiatras, estudantes da área da saúde e estudiosos do inconsciente. A linguagem é adequada ao público que se destina e tem pontos fortes de grande embasamento científico sobre o inconsciente, consciente e subconsciente, tendo Freud como principal referência, apontando um tratamento metodológico eficiente, mas com reservas questionativas a respeito da dimensão noológica do ser humano, que é a dimensão espiritual, apontando casos de fé e das crenças dos pacientes, que deixa muito a esmo o objeto do estudo enquanto o que é espiritualidade, limitando-se na ótica judaico-cristã, com algumas possibilidades de referência sobre antepassados. A conclusão da autora é positiva para novos tratamentos sobre o inconsciente, de forma memorável e de forma bem didática. O estilo da autora é bem formal, com linguagem científica na área psicanalítica, com uma bibliografia espetacular.
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