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    A Festa de Babette -

    Karen Blixen

    Cosac Naify
    2012
    64 páginas
    2h 8m
    ISBN-13: 9788540502628
    Português Brasileiro
    3.8
    915 avaliações
    Leram1286Lendo27Querem608Relendo2Abandonos5Resenhas66
    Favoritos63Desejados608Avaliaram915

    A festa de Babette, um dos contos mais célebres de Karen Blixen, narra a história de duas senhoras puritanas, filhas de um pastor protestante, que vivem na costa da Noruega após a morte do pai. Até que recebem a visita de Babette, uma misteriosa francesa que, fugindo de Paris, lhes pede abrigo em troca de serviços domésticos. Babette é aceita no novo lar pois traz consigo uma carta de recomendação de Papin, velho amigo das senhoras que havia sido apaixonado por uma delas no passado. Um dia, Babette tira a sorte e ganha o bilhete premiado na loteria. É a possibilidade de retribuir o bem às irmãs, e ela o faz preparando um grande jantar para a comunidade local, com os mais refinados ingredientes, em homenagem ao pai de suas anfitriãs. Grandes mudanças na vida simples do vilarejo se apresentam a partir desse jantar.

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    Aline T.K.M. picture
    Aline T.K.M.05/08/2013Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Banquete como fonte de prazer e pecado, e de felicidade

    A situação conflituosa entre o banquete de Babette e a religiosidade e auteridade das irmãs Martine e Philippa, conforme vemos nas enxutas 64 páginas do livro, suscita interpretações sagazes. Sem qualquer indício de agressividade explícita, e acompanhada por uma atmosfera de beleza, a trama mostra o exercício de uma religiosidade ortodoxa e dogmática, que acaba por se revelar altamente egoísta. Especialmente no que diz respeito às duas irmãs que, tendo renunciado a um destino de felicidade e realizações, se mantêm fiel ao falecido pai (que fazia parte da classe eclesiástica) e à prática do desapego. Os habitantes do vilarejo, tal como Martina e Philippa, levam uma vida austera e insípida; os excessos, o carnal, o mundano, e o prazer - inclusive em relação à boa comida - são condenados. Babette dará novo colorido ao vilarejo de Berlevaag durante o banquete - fonte de prazer e pecado, mas também de felicidade - que deseja oferecer na casa das irmãs. Motivada pela generosidade, mas, e principalmente, pela artista que tem dentro de si, a francesa vê no banquete o deleite dos convidados e também algo de realização pessoal. Provar algo a si mesma e aos demais em fins do século 19, e na posição de uma mulher, requer coragem e determinação além do visível. O texto “fácil” e a mensagem que ele traz fazem de A Festa de Babette, conto mais conhecido da dinamarquesa Karen Blixen, uma leitura daquelas que a gente tem vontade de recomendar. LEIA PORQUE... A adaptação cinematográfica do conto é bastante aclamada, tendo levado o Oscar de filme estrangeiro em 1988. (Venho prometendo a mim mesma, há anos, assistir ao filme.) A película franco-dinamarquesa A Festa de Babette (1987) tem direção de Gabriel Axel. DA EXPERIÊNCIA... Surpresa das boas. Sem falar que é inevitável traçar um paralelo entre as habilidades gastronômicas de Babette, que não haviam sido plenamente reconhecidas por ser mulher, e o fato de a autora ter sido mais conhecida pelo pseudônimo masculino Isak Dinesen. FEZ PENSAR EM... Comida! Na sopa de tartaruga. Na Comuna de Paris, o primeiro governo em que o papel governante cabia à classe operária. E na necessidade vital do artista de mostrar seu potencial.

    16 curtidas

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    • 1 estrelas1%
    Karen Christence von Blixen-Finecke (Isak Dinesen) profile picture

    Karen Christence von Blixen-Finecke (Isak Dinesen)

    Nasceu em 1885, em Rungsted, Dinamarca, mas foi sua mudança para a África, em 1914, que marcaria definitivamente sua vida e sua carreira como escritora. Recém-casada com o primo sueco, o barão Bror Blixen-Finecke, muda-se com ele para uma fazenda de café no Quênia. Divorcia-se pouco depois, assumindo sozinha a administração da fazenda por mais dez anos, até que a seca e a crise do café obrigaram-na a voltar para a Dinamarca. Ela adota, então, o pseudônimo de Isak Dinesen, e escreve em inglês. Nos anos 1950, a saúde de Blixen estava muito frágil. Em 1959, viaja pelos Estados Unidos sendo homenageada e visitada por escritores como E.E. Cummings, Marianne Moore, Pearl S. Buck, Carson McCullers e Arthur Miller. Morre em 1962.

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    Karen Christence von Blixen-Finecke (Isak Dinesen)