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    Germinal -

    Émile Zola

    Oxford University Press
    1998
    538 páginas
    17h 56m
    ISBN-10: 0192837028
    4
    2 avaliações
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    Zola's masterpiece of working life, Germinal (1885), exposes the inhuman conditions of French miners in the 1860s.

    Resenhas (1)Ver mais
    Karoline Leandro picture
    Karoline Leandro29/09/2022Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Conheci essa história por meio da adaptação cinematográfica de 1993, durante uma aula de história no ensino médio, e lembro que fiquei muito impressionada, além de revoltada. A partir daquele momento, sempre tive vontade de ler a narrativa original e estou muito feliz que isso tenha acontecido. Definitivamente uma das obras mais claustrofóbicas que eu já li. Sinto que as descrições do interior das minas e do trabalho feito ali estarão para sempre impregnadas na minha mente. A linguagem crua e direta do Zola só aumenta a sensação de vazio e abandono das personagens. Além disso, sempre muito difícil ler sobre a fome e suas consequências, ainda mais vivendo no Brasil de 2022, e aqui o tema não é tratado levianamente, pelo contrário, em várias passagens fiquei com um gosto azedo na boca e um aperto no peito. Este não é um livro fácil de ler, não pela linguagem, veja bem, mas é uma narrativa com um ritmo próprio, que não está preocupada em ir rápida demais, que descreve detalhadamente seus espaços e suas personagens, embora sem floreios. Zola nos proporciona uma angustiante imersão nessa realidade horrível e é triste demais, ao concluí-la, perceber que, mesmo sendo situada quase dois séculos atrás, o povo hoje ainda sofre e segue na luta pelo básico: condições justas e dignas de trabalho. Um verdadeiro clássico atemporal, infelizmente.

    4 curtidas

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    Émile-Édouard-Charles-Antoine Zola profile picture

    Émile-Édouard-Charles-Antoine Zola

    Émile Zola nasceu na capital francesa. Filho do engenheiro François Zola e sua esposa Émilie Aubert, cresceu em Aix-en-Provence, onde estudou no Collège Bourbon (atualmente conhecido como Collège Mignet) e, aos dezoito anos, retorna a Paris para estudar no Lycée Saint-Louis. Devido às complicações financeiras por que passou após a morte do pai, Zola é levado a trabalhar em uma série de escritórios, ocupando cargos de pouca influência. Inicia-se no ramo jornalístico escrevendo colunas para os jornais Cartier de Villemessant's e Controversial. Suas colunas não poupavam críticas severas a Napoleão III - (...) meu trabalho torna-se a imagem de um reinado partido, de um estranho período de loucura e vergonha humanas - e à Igreja - A civilização jamais alcançará a perfeição até que a última pedra da última igreja caia sobre o último padre. A obra de caráter autobiográfico La Confession de Claude (1865), um dos primeiros trabalhos publicados por Zola, atraiu atenção negativa da crítica especializada. O ainda mais criticado Thérèse Raquin, romance lançado no ano seguinte, apresentou uma abordagem inovadora em sua concepção: inspirado pelos estudos científicos da época, Zola propõe não um simples romance, mas uma análise científica pormenorizada do ser humano, da moral e da sociedade. Thérèse Raquin tornou-se, portanto, marco inicial de um novo movimento literário, oriundo da análise científica e experimental do ser humano: o Naturalismo. Em vida, Zola também demonstrou elevado engajamento político. Certamente, seu trabalho de maior influência política foi a carta aberta intitulada J'acccuse (Acuso), destinada ao então-presidente da França Félix Faure. A carta, publicada na primeira página do jornal parisiense L'Aurore em 13 de janeiro de 1898, acusou o governo francês de anti-semitismo por julgar e condenar precipitadamente o capitão Alfred Dreyfus, judeu e oficial do exército francês, por traição em 1894. Émile Zola faleceu em 29 de setembro de 1902 em sua casa em Paris devido à inalação de uma quantidade letal de monóxido de carbono proveniente de uma lareira defeituosa; alguns estudiosos, em razão das misteriosas circunstâncias do ocorrido, não descartam a hipótese de homicídio

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