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    The Crisis of Civilization -

    Hilaire Belloc

    Tan Books and Publishers
    1937
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-10: 0895554623
    4
    1 avaliação
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    Glauco Estácio Gonçalves picture
    Glauco Estácio Gonçalves13/10/2012Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Entenda a crise de nossa sociedade...

    Neste livro Belloc desnuda diante do leitor o problema intrínseco da civilização ocidental e propõe uma linha de ação para a solução do problema. Na caracterização do problema, o autor demonstra que suas as raízes se fincam na demolição da Cristandade iniciada a partir da Renascença e da Revolução Protestante, e que seus galhos se espalham causando os principais sistemas político-econômicos de sua época a saber: Capitalismo, Socialismo e Comunismo. Seguindo esta análise histórica, Belloc passa a investigar as causas doutrinárias da crise mostrando a importância de diversas instituições medievais para a manutenção sadia da sociedade. No campo da solução, diferentemente das teorias utópicas e materialistas que grassavam em sua época (e ainda grassam sob novas formas), Belloc propõe a retomada de princípios já esquecidos e um restabelecimento orgânico de saudáveis instituições. Assim, considero este livro como leitura indispensável para quem quer compreender a crise de nossa civilização ocidental.

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    Hilaire Belloc profile picture

    Hilaire Belloc

    Joseph-Pierre Hilaire Belloc nasceu em França, nos arredores de Paris, em La Celle-Saint-Cloud, a 27 de Julho de 1870, filho de um advogado francês casado com uma inglesa (Bessie Rayner Parkes), pertencente à alta burguesia, proveniente do protestantismo e convertida ao catolicismo e que foi muito activa nos primórdios do movimento feminino pró-sufrágio. A educação de Belloc foi quase inteiramente britânica, após a morte do pai, começando na Oratory School em Birmingham, uma escola católica e continuando no Balliol College, em Oxford, pela qual se licenciou em História, em 1894, com “the highest honors”. Casou com uma americana, Elodie Hogan, em 1896. Em 1902 tornou-se súbdito britânico, por naturalização, e durante alguns anos (1906-1910) foi membro do Parlamento Britânico, sob as cores do Partido Liberal. Em Oxford revelou-se um excelente orador e parece não haver grandes dúvidas de que poderia, se quisesse, ter tido uma carreira distinta na política. Mas acabou por escolher a escrita como o seu campo de acção e, na verdade, missão, e tornou-se um dos mais prolixos e diversificados - atendendo à diversidade de temáticas e de estilos - autores na longa história da literatura inglesa. Quando morreu, a 16 de Julho de 1953, com quase 83 anos de idade, Belloc deixava para trás cerca de cem livros publicados e um vasto número de ensaios avulsos, artigos, recensões e discursos. Uma das mais controversas figuras do seu tempo, foi, também, um dos mais respeitados e venerados, pela sua cultura, visão, vigor e brilhantez de estilo literário. Escreveu muito sobre História, incluindo uma História de Inglaterra em quatro volumes, e vários tratamentos histórico e biográficos da Revolução Francesa – um acontecimento com uma quase obsessiva influência no pensamento de Belloc -, mas os seus escritos historiográficos ocuparam relativamente pequeno espaço na totalidade da sua bibliografia. Ele era crítico literário e analista social e político, um incessante polemista em muitas áreas, jornalista, novelista e sobretudo, poeta. Os seus poemas podem ser encontrados em muitas antologias de poesia inglesa, mas a sua primeira aventura neste campo foi a dos versos com non sense. O seu livro The Bad Child’s Book of Beasts, escrito enquanto se encontrava em Oxford, em 1896, gerou uma atenção imediata e é considerado nos nossos dias como um clássico. Encontra-se sepultado em Our Lady Of Consolation and St Francis Churchyard, West Grinstead, West Sussex na Inglaterra.[1]

    10 Livros
    8 Seguidores
    La Celle-Saint-Cloud, França

    Hilaire Belloc