Oh, <strong>Lauren Oliver</strong>, o que você fez?
Preciso começar essa review contando pra vocês que eu estava <i>morrendo</i> pra ler <strong>Pandemonium</strong> desde o minuto que, aos prantos e soluços, terminei de ler <strong>Delirium</strong>. Eu mal pude esperar pra conseguir o segundo livro, e demorou pra caramba. No entanto, não tenho tanta certeza se a espera valeu a pena. Tem mais de um mês que eu li e ainda não consegui superar o livro.
Começamos <strong>Pandemonium</strong> com Lena na Selva, quase morta. Ela foi afetada pelo <i>amor deliria nervosa</i> e quase não sobrevive à sua fuga, mas ela tem certeza que Alex não sobreviveu. Por sua sorte, ela é resgatada por um grupo de Inválidos comandado por uma garota chamada Raven. Logo Lena aprende como o grupo vive e começa a trabalhar para ajudá-los. Ela se apega a essas pessoas que a ajudaram quando ela mais precisou.
Os capítulos são alternados entre 2 tempos diferentes: a época em que Lena estava na Selva com o grupo de Raven e um período futuro, no qual Lena está em New York, infiltrada no Deliria Free America (DFA). A DFA é uma organização que defende que a <i>amor deliria nervosa</i> é uma doença perigosa e as pessoas deveriam passar pela intervenção antes do que são, que a doença é nojenta e te consumirá. É durante um dos encontros da DFA que Lena fica sabendo da história de Julian Fineman, filho de Thomas Fineman, o cabeça por trás da organização. Julian lutou contra câncer no cérebro e por causa de todas as cirurgias às quais ele foi submetido os médicos não recomendam que ele passe pela intervenção. No entanto, ele diz que prefere morrer durante a intervenção a viver com a <i>deliria</i>.
Quando terminei de ler <strong>Delirium</strong> eu tive receio que a <strong>Oliver</strong> colocaria 2 clichês nessa história que arruinariam tudo, no meu ponto de vista. Não vou contar pra vocês o que esses 2 clichês são porque, infelizmente, ela fez os dois, então não vou contar spoilers por aqui. No entanto, eu posso dizer que adorei ver a Lena na Selva, sempre fiquei curiosa pra ver como a vida lá era realmente—e quem consegue não se apaixonar pela pequena Blue? Eu não desidratei de tanto chorar como fiz em <strong>Delirium</strong>, mas li de uma vez só, como no primeiro livro. Essa série é um conto tocante sobre amor e como superar tudo o que o amor traz com ele, as consequências de nossos atos e como temos que seguir em frente.
Eu tenho um sentimento meio controverso com essa série agora. Não estou ansiosa para <strong>Requiem</strong>, mas ao mesmo tempo eu tenho esperanças de que a <strong>Lauren</strong> vai me surpreender—pro bem, dessa vez!