Antônio Silvino: Vida, crimes e julgamento - Literatura de Cordel

    Francisco das Chagas Batista

    Luzeiro
    1975
    32 páginas
    1h 4m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Antes de Lampião aparecer no Nordeste, o nome de Antônio Silvino fez história nos anais do banditismo. Sua saga nos foi apresentada por Francisco das Chagas Batista. Este poema é um clássico do cordel brasileiro.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (2)Ver mais
    R . picture
    R .26/06/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A edição é de 1975, mas gostaria de ter lido naquelas raridades do início do século 20, com páginas detonadas (mas legíveis) e texto em português arcaico. No site da cordelteca encontramos algumas e minha predileção é por transmitirem maior veracidade, afinal, foram escritas na época em que as narrativas eram muitas vezes testemunhadas pelos cordelistas. O autor nasceu no final do século 19 e foi contemporâneo de Antônio Silvino. Tem outro cordel que escreveu sobre o mesmo cangaceiro datado de 1907, mas este, de período próximo, é considerado o mais importante. Na identidade da obra, encontramos uma biografia de Antônio Silvino em que o cordelista o coloca como o narrador. Não sei o quanto de fantasia ou realidade há, mas vemos um contexto comum, referente a ambiente hostil, onde as pessoas se viam desassistidas da ação da justiça, tomavam as rédeas por conta própria e acabavam gerando uma crescente bola de neve entre histórias de vingança e interesses escusos. Alguns registros que me pareceram interessantes: Antônio Silvino era pernambucano e seu nome verdadeiro era Manoel Batista (não se sabe o porque do Antônio, mas o Silvino foi em homenagem ao tio chefe de bando, que o introduziu no cangaço e deixou a liderança para ele com sua morte). Entre as descrições fantásticas, a luta de Silvino com uma onça, com faca em punho, e encontro com o demo. A sina de matador foi referenciada também, e no misticismo do povo, explica-se por Antônio Silvino ter nascido no dia de finados. Nas narrativas que sei que são reais, o assalto a uma linha ferroviária controlada por ingleses, em que saqueou e fez prisioneiros, aumentando sua fama como cangaceiro, a de maior evidência antes de Lampião. Os relatos falam da bandidagem em assaltos, sequestros, mortes, embates com os 'macacos', perseguições, fugas, traições e acertos de conta. Como registro final, fiquei surpreso quando é referida passagem por Macapá. Oras, minha cidade (no Amapá) era impossível de ser e, na curiosidade na net, entendi como referência a uma cidade pernambucana chamada Macaparana. Enfim, para quem curte cordel e busca percepção do cangaço a obra foi interessante, mas queria ter lido a original, pois fico sempre com cisma de eventuais ou propositais alterações em algumas coisas. Ah, reiterando o que sempre procuro registrar: os cangaceiros foram bandidos, sem nenhum heroísmo como se idealiza hoje, movidos essencialmente por interesses pérfidos e egoístas.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 8
    • 5 estrelas38%
    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas13%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%