Um dos primeiros livros de John le Carré que li, quando ele ainda se dedicava a histórias de espionagens. Em O Espião que Saiu do Frio, acompanhamos o retorno ao trabalho de Alec Leamas - um espião britânico que havia sido afastado por suspeitas de enfraquencimento em sua lealdade. Na história, Leamas é reativado por ser o único espião com os requisitos necessários para se infiltrar atrás da Cortina de Ferro ao mesmo tempo que pode ser facilmente descartado. É pelos olhos deles que observamos o que o autor considerava a vida dentro dos limites dos territórios associados à extinta URSS. Quem brilha, contudo, é a mulher russa com quem ele se envolve. Ela, cujo nome mal é mencionado, vai revelando em suas observações como Alec parece sempre pensativo, remoendo cada palavra que a cerca do embate ideológico Comunismo-Capitalismo. Hoje, passados mais de trinta anos do fim da União Soviética, não sei o quão bem esse livro seria recebido ou absorvido por novos leitores. Eu recomendo que apreciem pelo menos a narrativa.









