Caligrafia de Asfalto -

    Alan Villela Barroso

    Multifoco
    2012
    122 páginas
    4h 4m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    “Caligrafia de Asfalto” é uma reunião de textos e lembranças escritas pelas estradas, durante viagens de ônibus, esperas em rodoviárias e pelos lugares que foram ficando no meio do caminho ao longo do trajeto entre Leopoldina, Ouro Preto e vice e versa. Este livro levou o tempo de uma graduação para ser gerado. Trata-se de um relato pessoal do autor sobre a experiência de tornar-se pessoa adulta, longe da cidade natal, dos amigos de infância e da família, enquanto precisa conviver com a distância medida pela quilometragem das estradas que separam duas cidades, as saudades das pessoas que ficaram ou foram embora para outros lugares e os amores que brotaram, cresceram e secaram. É a transição da adolescência para o universo adulto marcado por conflitos próprios desta fase da vida. As palavras e a escrita tornaram-se formas de enfrentamento e compreensão destes conflitos, gestando este presente livro, onde ficção e realidade se misturam e se confundem harmoniosamente.

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    Alan Villela14/11/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Sobre Caligrafias - (Mariana Martins)

    Caligrafia de asfalto nos senta no banco do carona para a viagem mais deliciosa e derradeira da vida: a juventude. De forma agridoce, sentimos na pele das palavras a dor de crescer, de partir, de voltar e de sorrir. Nos canta com um carinho fraternal, uma canção que colore o momento onde nós deixamos de apenas sentir desenfreadamente e passamos a ler nossos próprios sentimentos (ainda desenfreados), como quase adultos. Ou quase crianças. Quando os joelhos doem e o calçado já não se encaixa perfeitamente nos pés e ao mesmo tempo, a altura para a montanha-russa ainda não é suficiente: quando a montanha russa é se olhar no espelho. Um livro sobre idas e vindas, descobertas e cobertores, dúvidas e certezas; que evoca em nós qualquer coisa de nostalgia com qualquer coisa de novidade. Sobretudo, qualquer coisa de intensidade. Uma obra tão intensa quanto o próprio amar. Tão intensa que é díficil tocar. Mas onde a fruição permanece. Resenha de Mariana Martins.

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