Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições2
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas6
    • Leitores228
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Explicação dos pássaros -

    António Lobo Antunes

    Alfaguara
    2009
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788560281893
    Português
    3.8
    47 avaliações
    Leram79Lendo10Querem137Relendo0Abandonos2Resenhas6
    Favoritos9Desejados137Avaliaram47

    Publicado originalmente em 1981, Explicação dos pássaros é o quarto romance de António Lobo Antunes. Em seus livros anteriores - a trilogia formada por Memória de elefante, Os cus de Judas e Conhecimento do inferno -, o autor se valia de uma forte vertente autobiográfica ao construir suas narrativas, referindo-se constantemente à psiquiatria, à experiência da guerra em Angola, à desintegração da família e às suas lembranças da infância em Benfica. Em Explicação dos pássaros, no entanto, ele deixa de lado boa parte de suas experiências vividas para contar uma história densa, vibrante, sobre um homem que, mergulhado no desespero e na frustração, ruma aos poucos para um final trágico e inexorável. Rui S. é um professor universitário em crise. Abandonado pela primeira mulher, com quem teve dois filhos, casou-se novamente apenas para evitar a solidão. Por conta dos rumos que escolheu para a própria vida, é desprezado pelo pai e pela família. Após visitar a mãe agonizante num hospital de Lisboa, parte de carro com Marília, sua segunda mulher, em uma viagem de quatro dias em que pretende lhe pedir a separação. Com uma narrativa de grande força dramática, Lobo Antunes traça os instantes finais dessa jornada sem volta, de um homem assombrado por antigas recordações e incapaz de mudar os caminhos que escolheu. Explicação dos pássaros, um relato contundente de um dos maiores escritores da língua portuguesa, mescla presente, futuro e lembranças do passado para narrar os últimos dias de um homem que, como um personagem das tragédias gregas, ruma a um destino inescapável.

    Edições (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (6)Ver mais
    Filipe Kepler picture
    Filipe Kepler09/10/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Explica-me os pássaros, pai.

    Rui encontra-se numa encruzilhada. Despedaçado desde que sua primeira mulher o abandonou e oprimido pelo desprezo silencioso que o pai e a família lhe devotam por conta do modo de vida que escolheu para si, este professor universitário vê-se estagnado, vítima da frustração resignada e de um surdo desespero, reprimidos por anos sem conta e a tornarem-se mais e mais insuportáveis. Assim, após visitar a mãe a morrer no hospital, Rui decide-se por levar sua segunda mulher, Marília, para uma viagem de quatro dias em Aveiro, onde pretende terminar a relação, na esperança de que, liberto de um relacionamento que julga ruim, possa enfim retomar o próprio rumo e dar um novo curso para sua vida. Contudo, haverá ainda forças para tanto? Será possível, depois de tanto tempo, levantar-se do chão e recomeçar? À semelhança de suas obras anteriores, o autor divide o romance em capítulos cronológicos (os quatro dias passados em Aveiro), que, no entanto, não se limitam ao escopo temporal de seus títulos. Por conseguinte, o leitor se depara a cada página – às vezes a cada parágrafo – com histórias concomitantes: ao relato do presente, em Aveiro, intercalam-se flashbacks de seu passado com a primeira mulher, as antigas querelas familiares, o divórcio, o início de seu relacionamento com Marília, bem como eventos de um passado ainda mais remoto, origem de suas alegrias e futuras dores: a infância e, sobretudo, a tarde idílica passada na quinta, com o pai a explicar-lhe os pássaros. Além de seu passado e presente, a partir de determinado ponto é-nos dado a conhecer também o futuro de Rui, isto é, os eventos ulteriores à viagem a Aveiro. Uma vez que tal emaranhado narrativo é magistralmente arranjado pelo autor, o leitor, após acostumar-se à obra, não encontra dificuldades em acompanhar o decurso de cada história; pelo contrário, sente-se intrigado e mesmo sequioso de navegar por esse imbricamento textual, que desafia constantemente nossa atenção e entendimento. A força poética da prosa de António Lobo Antunes sempre me fascinou. Em "Explicação dos Pássaros" não é diferente: seu lirismo visceral, altamente metafórico, a diluir passado, presente e futuro num fluxo narrativo vertiginoso, é simplesmente avassalador, imprimindo-nos a fogo o selo trágico da história de um homem à beira do abismo. É decerto um dos grandes escritores de língua portuguesa da atualidade - se não o maior.

    12 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 47
    • 5 estrelas34%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas17%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas9%
    António Lobo Antunes profile picture

    António Lobo Antunes

    António Lobo Antunes nasceu em 1942, em Lisboa, na zona de Benfica, onde cresceu. É o mais velho de seis irmãos. Licenciou-se na Faculdade de Medicina, em Lisboa, carreira que afirmou ter seguido por acaso. Já aos 13 anos queria ser escritor. Especializou-se em psiquiatria por nela achar semelhanças com a literatura. Parte de sua experiência clínica foi praticada em Angola, durante a Guerra Colonial, depois do que retornou a Portugal. No que concerne à política, apenas uma vez foi militante da APU (1980). No entanto, em relação à questão do poder, manteve-se um pouco distanciado, talvez por formação, herança do pai, anarquista. Foi sensivelmente a partir de 1985 que Lobo Antunes passou a se dedicar quase exclusivamente ao ofício da escrita. Os temas abordados em suas primeiras obras são a Guerra Colonial, a morte, a solidão, a frustração de viver/não amar. Tem três filhas: uma de 27, outra de 25 e outra de 15. Embora dedique a vida à escrita, costuma ir muitas vezes ao hospital. Sobre a escrita, Lobo Antunes diz: "Eu escrevo livros para corrigir os anteriores. E ainda tenho muito para corrigir". A sociedade urbana da média burguesia é a mais retratada em seus livros, uma vez que esta sociedade caracterizou o seu ambiente familiar. Deste modo, o autor tem necessidade de partir de uma base real para a criação de suas obras. Segundo o autor, suas principais influências foram os cinemas norte-americano e italiano, os andamentos da música e também alguns escritores que o encantaram na adolescência, como Céline, Hemingway, Sartre, Camus, Malraux, Júlio Verne e Emilio Salgari, acrescidos mais tarde com a descoberta primeiro de Simenon e, depois, dos russos Tolstoi e Tchekov.

    47 Livros
    78 Seguidores

    António Lobo Antunes