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    Aos que despertam -

    Trigueirinho

    Pensamento
    1998
    197 páginas
    6h 34m
    ISBN-1: 0
    Português
    3.9
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    Carla Parreira picture
    Carla Parreira06/11/2023Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Aos que despertam Conforme despertamos e ampliamos a consciência, deixamos de ter preferências, pois a sintonia passa a ser regida não mais por afinidades, mas pela necessidade planetária. Está se consumando em muitas pessoas a maturação da alma (ou eu superior), no nível mental abstrato. Na medida que isso se dá, a consciência da alma procura render-se livremente à regência monádica, do mesmo modo que o eu consciente desperto se empenha no cumprimento da vontade interior. A partir desse ponto, o corpo de luz começa a resplandecer. Para o eu consciente, essa etapa de formação superior revela-se como um forte impulso em direção ao abstrato, à transcendência das expressões concretas e das estruturas. O despertar do corpo de luz está ocorrendo na essência da humanidade terrestre, mesmo que ainda não se reflita em sua vida exterior. A maturação do núcleo causal já se deu em um número suficiente de seres para que sobre a humanidade como um todo advenha a energia de dissolvência das ilusões por sua identificação com a forma. Cinco chagas havia no corpo de Cristo-Jesus na ocasião em que se deu sua morte e ressureição. Analogamente, o quinto nível na escala que compõe o universo físico cósmico, o nível mental, é onde ocorre a morte do homem e o ressurgimento do espírito. A lei é ver em tudo e em todos a presença suprema do Único Senhor, e a Ele entregar os frutos das próprias ações. O desenvolvimento espiritual transcorre por meio de sucessivas ampliações e elevações da consciência. Primeiro, o ser deve transcender a si mesmo e integrar o seu grupo interno. Em seguida, deve superar a identificação com esse grupo específico para que possa trabalhar com todos os demais existentes. Posteriormente, abdicará da ligação com grupos internos para ingressar na Escola Interna que lhe corresponde, e assim prosseguirá, até ser absorvido na Origem de Tudo. Enquanto o homem não reconhece sua unidade com a essência interna, ele crê necessitar de um apoio externo e equilibrador em seus momento de lutas. Nas fases iniciais do seu caminho ascencional, pode ocorrer de um outro indivíduo servir de intermediário do que vem dos seus níveis profundos, mas chegará o momento em que ele deverá assumir esse caminho contando com aquilo que a vida interior lhe proporciona diretamente. A consciência interna de um ser reveste-se de um corpo em cada nível em que ele se manifesta. A mônada e a alma são frutos da interação da energia do Regente-Avatar com o fogo cósmico no nível monádico e com o fogo solar no npivel causal. Da existência desses núcleos de consciência decorre o fato de todo o processo ascencional do ser humano na superfície da Terra estar fundamentado na união do eu consciente com a alma, e posteriormente da alma com a mônada, para que esta, em etapas mais avançadas, possa fundir-se no Regente. O núcleo causal e o monádico estão sujeitos à lei da evolução, e portanto não são perfeitos. A perfeição está guardada no âmago mais profundo do ser, mas deve despertar, dinamizar-se e imprimir-se em cada nível em que ele existe. Assim, quando o eu consciente se volta para a vida superior, longo trajeto foi percorrido nos níveis internos da existência. Existe uma diferença incomensurável entre o potencial interior de um ser e o que ele manifesta por meio dos seus corpos materiais. Uma das tarefas do peregrino da senda espiritual é exatamente reduzir a distância entre esses dois mundos. A mônada é o núcleo de consciência do ser que no decorrer de sua evolução no plano físico cósmico mais perfeitamente se revela em sua qualidade primeva, vazia de aspectos polares, podendo assim espelhar de modo cristalino sua própria energia ou a que lhe for indicada por consciências de graus evolutivos superiores. Enquanto o indivíduo não conclui etapas de serviço grupais, ele não está liberado, carmicamente inclusive, para entrar na pura consciência monástica, que é plena dedicação à fé e à meta única e impessoal. É básico que se calem conceitos, comentários ou julgamentos, bem como impressões já vividas, para que ela possa perceber a realidade de uma perspectiva mais pura e livre. A ousadia é necessária nesse caminho, assim como a coragem e o destemor, mas também o são a prudência, o silêncio e a receptividade ao Mais Alto. A ansiedade por determinar o próprio rumo deve ceder lugar à total rendição à energia que, em realidade, conduz passo a passo o viajante. O despertar da luz espiritual em um ser traz como conseqüência a depuração da energia dos corpos de que ele dispõe. Traz também a elevação da sua própria vibração e o desabrochar e virtudes que ampliam o grau em que a sua consciência reflete a vida de núcleos profundos. Quanto mais o ser se aproxima dos grupos internos, maior estabilidade vibratória lhe é pedida. É preciso que o eu consciente e os corpos externos do ser se rendam à luz interna e por ela se deixem permear. Nesse processo está incluída a transcendência do livre-arbítrio, premissa para que a cua e a iniciação possam ocorrer. Em geral, as grandes mudanças na consciência de um ser vêm acompanhadas de situações que exigem dele a aplicação do que já foi até então compreendido. Tais situações trazem-lhe alto grau de tensão interna, a ponto de parecer impossível vivê-las corretamente. Porém, se o ser se abre para receber ajudas supra-humanas, avanços inimagináveis podem ocorrer. Ao reconhecer sua incapacidade humana e ao voltar-se ara o Desconhecido, de lá recebe energias salvificas e regeneradoras, que o marcam profundamente, engrandecendo-lhe a fé e impulsionando-o no caminho tanto quanto a inteireza de sua entrega o permita. Se existe no induvíduo uma sincera disposição para agir corretamente, o próprio erro é utilizado para romper os véus que o impedem de ver os aspectos a serem transcendidos em si mesmo. Muitas vezes, por tentar ocultar as suas imperfeições, o indivíduo não permite que sejam removidas. A mônada, em essência, não é masculina nem feminina, mas ao projetar-se nos níveis inframonádicos, pode tanto exprimir uma ou outra polaridade, como atuar de modo neutro.esse é o caminho da androginia, processo que está incluído na senda do espírito. Todos deverão trilhá-lo, pois a síntese desses opostos permite a fusão da matéria no espírito, revelando no mundo das formas o esplendor da vida celestial. A androginia nada tem a ver com liberalismo sexual, em que se permite que seres em corpos da mesma polaridade mantenham contatos físicos. A energia e dita masculina quando atua de forma ativa, dinâmica, exteriorizada; e é chamada feminina quando atua de forma receptiva, passiva, interiorizada. Sendo em si impessoal e neutra, a energia, ao exercer um impacto sobre a matéria, faz com que ela manifeste aspectos de caráter masculino ou feminino. No decorrer da evolução esses aspectos vão se depurando e o ser pode conseguir uma transmutação energética, e isso nada tem a ver com promiscuidade.

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    José Hipólito Trigueirinho Netto

    José Hipólito Trigueirinho Netto (São Paulo, 1931-2018), conhecido como José Trigueirinho Netto, Trigueirinho Netto ou simplesmente Trigueirinho, foi roteirista, diretor e produtor cinematográfico, e desde o início dos anos 80 atua como líder espiritual e filósofo espiritualista. Começou na área cinematográfica na Companhia Vera Cruz, como assistente de Alberto Cavalcanti. Com bolsa de estudos do Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro, estudou no Centro Sperimentale de Cinematografia, em Roma, onde viveu de 1953 a 1958. De volta ao Brasil, depois de realizado seu único filme, Bahia de Todos os Santos, em 1960, do gênero drama psicológico, filmado em Salvador(BA), Trigueirinho abandonou o cinema, partindo poucos anos depois novamente para a Europa. Como parte de sua busca interior, Trigueirinho viajou por vários países, conhecendo e interagindo com inúmeros mestres e instrutores ligados a diversas tradições místicas. Retornando ao Brasil, fundou, no início dos anos 80, o “Centro de Vivências Nazaré”, instalado no município de Nazaré Paulista, interior de São Paulo, deixando-o por volta de 1987 para fundar a comunidade espiritual “Figueira”1 , localizada na área rural e urbana da cidade mineira de Carmo da Cachoeira, na região do sul de Minas Gerais. A experiência mais "importante" pela qual passara – revelaria o próprio Trigueirinho mais tarde – ocorreu quando de sua visita ao vale de ERKS, na Argentina. Trigueirinho publicou mais de 70 livros, todos pela Editora Pensamento, com cerca de dois milhões de exemplares impressos até o momento. Parte dessa obra começa a ser lançada em inglês, pela Irdin Editora; em francês, pela Éditions Vesica Piscis (Espanha), e em alemão, pela Lichtwelle-Verlag. Além dos livros, Trigueirinho compartilha sua mensagem em palestras semanais que vêm sendo gravadas, organizadas em séries e publicadas pela Irdin Editora –- há mais de 1.600 títulos gravados. Algumas vêm sendo publicadas com tradução simultânea para o inglês e para o alemão. Outras foram traduzidas para o espanhol, o francês e o italiano ou gravadas nesses idiomas pelo próprio autor. Nestas palestras, que podem ser acessadas no site da editora, Trigueirinho procura estimular leitores e ouvintes a descobrirem o próprio eu profundo e a vida maior em que estão imersos, realidades das quais todos podemos estar cientes.

    66 Livros
    17 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    José Hipólito Trigueirinho Netto