Chosen for the Marriage Bed - Amor divino

    Anne O'Brien

    Mills & Boon Historical Romance
    2009
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-10: B002RI9BR6

    Nas fantasmagóricas profundezas do priorado de Llanwardin Elizabeth de Lacy está a ponto de se tornar uma freira quando lhe dizem que tem que se casar com o inimigo ferrenho de sua família. Lorde Richard Malinder deve providenciar um herdeiro, e sua união com a família de Lacy pode ser proveitosa… mesmo que fosse apenas para manter por perto seus inimigos… Elizabeth não tinha esperado sentir uma atração tão intensa, nem encontrar um Richard tão gentil, compreensivo e incrivelmente charmoso. Seus braços pareciam fortes sob suas mãos e o desejo e a antecipação aumentavam enquanto se dirigiam diretamente ao leito conjugal…

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    Esther Botelho Soares da Silva26/12/2012Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Um livro nhé

    Foi difícil dar nota a esse livro. Isso porque ele tem diversos aspectos que não me agradaram e ainda assim eu não conseguia parar de ler. O livro em si não é nada demais, mas a história acaba te prendendo até que você termine a leitura. Vamos à história: Elizabeth de Lacy está em um convento porque preferia isso a se casar com um homem que eu não lembro o nome (Thomas não sei o que). Só que ela rapidamente descobre que viver no convento é uma tortura maior do que imaginava. Assim, quando surge a oportunidade de se casar com outro lorde, ela aceita sem questionar muito. Já Richard Mallinder é inimigo dos De Lacy e, precisando de um herdeiro, resolve matar dois coelhos se casando com Elizabeth. Pareceu que a autora quis criar uma história profunda, mas não conseguiu passar do superficial. Por exemplo, os Mallinder e os De Lacy são inimigos, mas quando eles se encontram, a rivalidade parece nascer só das trocas de palavras e não daquela amargura de muitos anos. Ou seja, é como se não fossem realmente inimigos por tantos anos. Além disso, os De Lacy apoiam os Plantagenetas, enquanto os Mallinder apoiam Enrique. Eu achei sinceramente que haveria alguma conspiração real, que reis sofreriam ataques e tudo mais, mas isso não acontece em nenhum momento. A autora ignora isso solenemente até o final do livro quando Richard explica porque apoia Enrique. Como se isso não bastasse, o livro tentou envolver a feitiçaria (a tradução traz nigromancia) e novamente não conseguiu. Eu particularmente não gosto de livros de bruxas e feitiços que NÃO apresenta bruxas e feitiços direito. O único feiticeiro é o Nicholas Capel que trabalha para o tio de Elizabeth, John de Lacy. Vale mencionar que o livro começa com Elizabeth e a aia dela, Jane, praticando a arte da adivinhação, mas a feitiçaria delas para por aí. Depois vemos os “nigromantes” descobrirem que Elizabeth está grávida só olhando pra ela e Jane chega a envenenar uma mulher com beladona, mas são coisas que qualquer velha curandeira da época saberia. A própria Elizabeth em si só tenta praticar a adivinhação uma vez depois que se casa e mesmo assim não consegue. Eu fiquei com uma cara de nhé esperando alguém conjurar algum feitiço... Acho que isso influenciou para que eu não gostasse tanto da história. Chegamos então ao Richard. Ele é claramente o príncipe encantado, perfeito, que vem em um cavalo negro. Ps porque no livro ele é conhecido como Mallinder Negro, mas só porque seu cabelo é preto. Mais uma vez: cara de nhé. O homem é educado, paciente, bonito, carinhoso, etc, etc, etc. Há um momento em que ele julga a Elizabeth antes de saber realmente o que aconteceu, mas foi o único, eu disse o ÚNICO, deslize do homem. Não gosto de personagens perfeitos. Em contrapartida, e acho que chegou a hora de ressaltar o que eu gostei no livro, Elizabeth foi uma personagem bem criada. Ela tem virtudes e defeitos fáceis de se identificar, fazendo você sentir raiva por ela e torcer pelo seu sucesso logo depois. Primeiro, ela é bem magra e foi maltratada tanto nas terras dos de Lacy quanto no convento. Isso gera uma insegurança quando ela se compara com a primeira mulher de Richard, Glwadys. (Eu me recuso a comentar sobre essa mulher porque foi mais um ponto mal aproveitado e se eu falasse sobre, acabaria contando tudo o que se tem pra saber) Apesar de muito leal ao Richard, Elizabeth é impulsiva, teimosa e meio inconsequente. Ela age primeiro e pensa depois. Um defeito, um que me irritou bastante, mas que tornou a personagem mais verídica. Isso eu gostei. Um ponto que a autora desenvolveu muito bem, foi a relação de insegurança entre o Richard e a Elizabeth. Eles tentam confiar um no outro, mas assuntos mal resolvidos entre os dois faz com que antigas mágoas ressurjam volta e meia. Isso ficou muito bem escrito e foi um dos pontos altos da história na minha opinião, senão o maior deles. A intriga criada também foi boa, mas não uma das melhores. De qualquer jeito, acho que estaria mais para ponto positivo do que negativo. No geral, o livro é bom, mas eu não acho que o leria novamente. Só se estivesse desesperada e não houvesse nenhum outro a mão. Anne O’Brien me decepcionou um pouco com esse livro. Eu geralmente adoro os livros dela.

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 16
    • 5 estrelas13%
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