A condição sensível - Formas e maneiras de sentir no ocidente

    Claudine Haroche

    contra capa
    2008
    247 páginas
    8h 14m
    ISBN-13: 9788577400447
    Português Brasileiro

    O recurso à etimologia ajuda a delimitar a vasta gama de temas explorados por Claudine Haroche neste livro. Nos empregos disseminados na vida cotidiana de hoje, condição quer dizer modo de ser, situação de algo, e também maneira de viver e, por extensão, distinção, ideal e obrigação a que se exige e se aceita ou não. De um ponto de vista mais estrutural e abstrato, trata-se do que expressam as formas pelas quais processos, passíveis de durar e se modificar ao longo do tempo, atualizam-se não só internamente, isto é, se interiorizam nas pessoas, como também externamente, ou seja, na vida em sociedade. Nesses termos, uma condição corresponde ao que informa, entendido como o que impõe formas aos mundos psíquico e material. O ponto decisivo de seu uso aqui, contudo, parece se revelar quando recuamos às origens das línguas européias e, em suas raízes, encontramos tanto dizer e variações, como reivindicar, julgar e interditar, pelo latim, quanto mostrar e, portanto, indicar, ensinar e provar, pelo grego. Em tal contexto, a condição sensível diz respeito ao que os sentidos, a sensibilidade e os sentimentos geram de ético e de estético em nossas escolhas públicas e privadas. Abordam-se aqui, ao longo de cinco séculos da história do Ocidente, o governo de si e dos outros; os gestos, a deferência e a consideração; os tipos de aspiração nos movimentos de juventude na Alemanha nos anos posteriores à Primeira Guerra Mundial; o indivíduo hipermoderno e a inapreensibilidade da personalidade contemporânea; o empobrecimento do espaço interior e a expansão do saber não-cumulativo; e os fluxos sensoriais e a ascensão do informal nas sociedades democráticas. Numerosas preocupações entretecidas com vigor e persistência, à luz das mais recentes transformações ocorridas numa cultura digital e, cada vez mais, autônoma. Representa-se, assim, uma vez mais, a oportunidade de tomar de empréstimo, para usos futuros, a confluência entre uma escrita bem urdida e a alegria de uma leitura renovada. Claudine Haroche Doutora em Sociologia pela Universidade de Paris vii. Diretora de Pesquisas no Centre National de Recherche Scientifique. Membro do Centro Edgar Morin na École d’Hautes Études em Sciences Sociales. Publicou diversos livros, entre os quais Da palavra ao gesto (Campinas: Papirus, 1998), La face obscure des démocraties modernes, com Eugène Enriquez (Ramonville Saint-Agne: Erès, 2002), e Histoire du visage: exprimer et taire ses émotions du xvie au début du xixe, com Jean-Jacques Courtine (Paris: Payot, 1988).

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 1
    • 5 estrelas0%
    • 4 estrelas100%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%