A vida é bem mais monótona do que a gente pensa. Aqui vemos o Takagi repetidas vezes falando como está fácil e calmo manter a série, com o desenho terminando sem problemas dias antes do necessário.
A notícia de que PCP provavelmente não se tornaria anime acende no Mashiro a mesma ansiedade de quando ele tinha 14 anos. O papo de “na próxima a gente consegue” parece assumir uma derrota que não convence muito pelo que foi mostrado dos personagens. A dupla provavelmente arrumaria confusão na redação para provar que PCP pode sim virar anime.
A história do Shiratori e de toda a família dele parece um filler que quase não convence. O que salva é que é possível ver o Mashiro agindo de forma madura sobre o Takagi ser o roteirista, o que parece até mesmo deixar o Takagi no clima de tentar se convencer de que o Mashiro está confortável.
É interessante ver a dupla equilibrando o trabalho conjunto e desenvolvendo a história de PCP, junto com a evolução pessoal deles. Eles sempre desejam melhorar, mesmo quando está tudo calmo e bem encaminhado.
Nesse volume tem outras coisinhas interessantes acontecendo: o ajudante deles indo atrás de uma publicação em outra revista e entregando informações para outro editor; o Hiramaru no momento mais engraçado do mangá, descobrindo sobre o cancelamento da própria série; e a semente da próxima grande coisa que vai acontecer, as one-shots dos autores da Jump com a Iwase (vou só ignorar o choro dela nesse volume mesmo), Aoki, Ashirogi e Hiramaru.
No geral, um bom volume intermediário.