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    Órfãos do Eldorado -

    Milton Hatoum

    Companhia das Letras
    2008
    107 páginas
    3h 34m
    ISBN-13: 9788535911671
    Português Brasileiro
    3.9
    34 avaliações
    Leram56Lendo2Querem38Relendo1Abandonos0Resenhas3
    Favoritos2Desejados38Avaliaram34

    Com a novela Órfãos do Eldorado, na pele de personagens como Arminto e Dinaura, Florita e Estiliano, Milton Hatoum concentra - num relato de sonho e pesadelo, ambientado no final do ciclo seringueiro na Amazônia - a vasta matéria que vem explorando desde Relato de um certo Oriente, Dois irmãos e Cinzas do Norte. Numa cidade à beira do rio Amazonas, um passante vem procurar abrigo à sombra de um jatobá e, incauto ou curioso, dispõe-se a ouvir um velho com fama de louco. É o que basta para Arminto Cordovil começar a contar a história de Órfãos do Eldorado: a história de seu próprio amor desesperado por Dinaura, mas também a crônica de uma família, de uma região e de toda uma época que, à base da seiva da seringueira, quis encarnar os sonhos seculares de um Eldorado amazônico. Essa miragem mítica e histórica serve de pano de fundo a Órfãos do Eldorado e ao destino de Arminto Cordovil, dividido entre o amor pela moça misteriosa e as pretensões dinásticas do pai, Amando, armador enriquecido com a borracha. Na casa elegante em Manaus ou no palacete branco de Vila Bela, Amando nutre fantasias de proprietário e armador, que seu filho único teima em minar. Entre esses extremos que mal se tocam, uma galeria notável de mulheres - Angelina, a mãe morta; Florita, o anjo da guarda morena; Estrela, a bela sefardita - e os homens - de Estiliano, o advogado grego, a Denísio Cão, o barqueiro infernal - que vivem na própria pele o fausto e os conflitos do ciclo da borracha nos anos que antecedem a Primeira Guerra Mundial. E, no centro de tudo, Dinaura, corpo estranho entre as órfãs das Carmelitas em Vila Bela, moça que parece filha do mato, lê romances, enfeitiça Arminto e sonha com a Cidade Encantada, a Eldorado submersa de que tanto se fala à beira do rio Amazonas.

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    Eloisa Goronci picture
    Eloisa Goronci08/01/2021Resenhou um livro
    0

    Usa-se de narrativas do folclore brasileiro (especialmente amazonense) para expressar uma ideia decolonial que valoriza a vida fora da cidade (ou até mesmo a solidão?). Entremeado de várias denúncias de violências a indígenas e a mulheres, constrói-se um romance de degradação. A escrita do Milton me surpreendeu demais, não esperava um livro tão fluído que comecei a ler ao acaso.

    5 curtidas

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    Avaliações

    3.9 / 34
    • 5 estrelas18%
    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas29%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas3%
    Milton Hatoum  profile picture

    Milton Hatoum

    Descendente de libaneses, ensinou literatura na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e na Universidade da Califórnia em Berkeley. Escreveu Cinco obras: <i>Relato de um Certo Oriente</i>, <i>Dois Irmãos</i>, <i>Cinzas do Norte</i> (esse último vencedor do Prêmio Portugal Telecom de Literatura e todos os três primeiros ganhadores do Prêmio Jabuti de melhor romance), <i>Órfãos do Eldorado</i> e <i>A Cidade Ilhada</i>. Seus livros já venderam mais de 200 mil exemplares no Brasil e foram traduzidos em oito países, incluindo Itália, Estados Unidos, França e Espanha. Hatoum é conhecido por misturar experiência e lembranças pessoais com o contexto sócio-cultural da Amazônia e do Oriente.

    26 Livros
    369 Seguidores
    Amazonas, Brasil

    Milton Hatoum