Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores8
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Água da Fonte -

    João de Jesus Paes Loureiro

    Escrituras
    2008
    204 páginas
    6h 48m
    ISBN-13: 9788575312865
    Português Brasileiro
    4.3
    4 avaliações
    Leram5Lendo0Querem2Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos0Desejados2Avaliaram4

    João de Jesus Paes Loureiro é um dos poetas mais importantes da literatura contemporânea brasileira. Recebeu o prêmio de Melhor Poesia da APCA - Associação Paulista de Críticos de Arte, foi finalista do Prêmio Jabuti e suas obras já foram publicadas na França, Alemanha, Japão, Itália, Estados Unidos, Colômbia e Portugal. Como pesquisador da Cultura Amazônica, percorre o mundo participando de conferências e eventos internacionais, como o Ano do Brasil na França. Seu trabalho mais recente é Água da fonte, um livro cuja unidade poética flui de sua fonte, a infância como origem. Não apenas a infância que o poeta transvive, mas a que nasce da palavra poética como olho d’água da linguagem. Uma forma de inocência original do ser diante do mundo e de si mesmo. Incessante redescoberta do tempo. Há inesperada acuidade visual, técnica pictórica, alegorização da metáfora, o pormenor e o metafísico, densidade poética e clareza formal, mergulho nos encantamentos do mundo, em um mundo que se desencanta. Ou, ainda, a revelação das encantarias submersas na linguagem, que é como o poeta Paes Loureiro costuma definir a poesia. A obra poética de Paes Loureiro tem uma universalidade construída a partir de signos do mundo amazônico - cultura, história, imaginário - propiciando uma cosmovisão e particular leitura do mundo contemporâneo. Dialogando com as principais fontes e correntes literárias da atualidade, realiza uma obra original, quase uma suma poética de compreensão sensível do mundo por meio das fontes amazônicas, em que o mito se revela como metáfora do real. Site do autor: João de Jesus Paes Loureiro é poeta, prosador e ensaísta. Nasceu em Abaetetuba, Pará, às margens do rio Tocantins. É professor de Estética, História da Arte e pesquisador da Cultura Amazônica. É mestre em Teoria Literária e Semiologia pela PUC de Campinas e doutor em Sociologia da Cultura na Sorbonne, em Paris, com a tese Cultura amazônica:uma poética do imaginário. Sua obra Altar em Chamas (Civilização Brasileira) recebeu o prêmio nacional de poesia da APCA - Associação Paulista de Críticos de Arte em 1984 e Romance das Três Flautas, edição bilíngüe português/alemão (Roswitha Kempf Editora) foi finalista do Prêmio Jabuti em 1987. Suas obras mais recentes são: Pássaro da terra (teatro, 1999), Obras reunidas (4 volumes, 2000), Do coração e suas amarras (2001), Fragmento/Movimento (2003), todos publicados pela Escrituras Editora, e Au-delà du méandre de ce fleuve, Acte-Sud, França (2002). Site: www.paesloureiro.com

    Resenhas (1)Ver mais
    Folheando Resenha picture
    Folheando Resenha11/09/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    ÁGUA DA FONTE

    A poesia é um dos gêneros mais apreciado na história da literatura mundial, desde o poeta grego Homero, que no século VIII a.C. narrou ao mundo, através da poesia épica Ilíada, os acontecimentos decorridos na Guerra de Tróia, a poesia alcançou os vários cantos do mundo, e passou a compor a expressão artística da “alma” humana. O poeta romano Horácio, 65 a.C., dizia: “a poesia é como uma pintura”; acentuando a frase de Homero, Voltaire, um dos grandes nomes da filosofia iluminista do século XVIII, afirmava ser a poesia “a música da alma, e, sobretudo, de almas grandes e sentimentais”. A poesia atravessou os oceanos, enfrentou mares turbulentos, narrou guerras homéricas; apresentou-se monóstica (estrofe com um verso), estruturou-se em soneto (formada por duas quadras e dois tercetos), compôs-se balada, haicai, etc. Tantas estruturas deram ao poema sem nunca perder a poesia. Por oposição à prosa, a poesia é escrita em versos. Versos que as crianças aprendem a escrever na 4ª série, versos que adultos escrevem – digitam – nos papéis, que mais tarde, sempre mais tarde, intencionam virar livro. Ah o livro... Jorge Luis Borges, escritor argentino, e um dos maiores críticos literário, dizia-nos: “o livro é uma extensão da memória e da imaginação”. Somemos, então, a poesia como pintura, e música da alma, teremos o livro como extensão da memória e imaginação, conforme a frase de Borges. Atravessado o oceano, a poesia atracou em terras paraenses, especificamente nas terras de Abaetetuba. Lá a poesia construiu um tecido de narrativas em versos no coração do escritor João de Jesus Paes Loureiro, que escreveu tantos poemas, pintou, através da palavra, os elementos amazônicos, musicou a essência da poesia com o cotidiano descrito no livro ÁGUA DA FONTE. Observemos: qual a fonte da poesia? Há tantos poetas e tão poucas poesias... No livro ÁGUA DA FONTE, Paes Loureiro expõe, como poema, os elementos da infância, da memória e da imaginação. Suas palavras são verdadeiras águas que emanam de uma fonte inesgotável: a saudade do homem aos tempos de menino. Os poemas do livro são como as águas transparentes... Mas e essa ideia liquida, de que tudo escorre entre os dedos num breve intervalo de tempo, o que nos revela? Revela-nos que o tempo é senhor não conhece barreiras, a tudo vence, porém, o tempo nos deixa uma fonte chamada memória, e em suas águas mergulham poesias. “Pensando bem, era simples ser feliz. Bastava o amanhecer. Uma pelada de rua bastava. Bastava a mesa reunindo irmãos e amigos em torno do paladar do peixe assado e a cuia de açaí. ... Bastava ter infância” PENSANDO BEM. Pensando bem, qual de nós, adultos moldados pela necessidade de um tempo que não cansamos de inventar, nunca visitou o baú da infância? Não são os versos que constroem essa poesia, é a infância, eternizada, que revela a poesia do absurdo: o absurdo do esquecimento, que, por sorte, Paes Loureiro nos convida a enxergar na memória a poesia da infância. “O passado foge para trás do horizonte e espreita ironicamente. Os novos tempos vão arrancando Pela raiz antigas crenças...” O PASSADO. O que nos arranca o tempo de agora? Talvez o tempo nos arranque pela raiz as antigas crenças, como Paes Loureiro sugere, mas a poesia nos convida a UM PUNHADO SAGRADO. “Um punhado sagrado de tesouros, eis a infância. Chaves de ouro para a vida fora. Relicário. Clavenário. E ter a vida toda ainda para morrer”. A infância é a poesia do passado escrita com sonhos que esquecemos, hoje, de sonhar. ÁGUA DA FONTE é um livro que nos sensibiliza por meio de suas palavras, com o jogo de memória que o autor nos pinta em uma tela chamada vida.

    curtir

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 4
    • 5 estrelas25%
    • 4 estrelas75%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    João de Jesus Paes Loureiro profile picture

    João de Jesus Paes Loureiro

    João Jesus de Paes Loureiro (Abaetetuba, 23 de junho de 1939) é um escritor, poeta e professor universitário brasileiro. Professor de Estética, História da Arte e Cultura Amazônica, na Universidade Federal do Pará. Mestre em Teoria da Literatura e Semiótica, PUC/UNICAMP, São Paulo e Doutor em Sociologia da Cultura pela Sorbonne, Paris, França. (Via Wiki)

    21 Livros
    5 Seguidores
    Pará, Brasil

    João de Jesus Paes Loureiro