Amar é preciso
Melhores trechos: “…Enquanto no casamento fechado ‘eu sou a tua metade’, no casamento aberto cada um é responsável por si e capaz de se cuidar. A essência dessa igualdade é a mutualidade: um ajuda o outro a crescer…
A renúncia acaba sendo uma arma letal, pois gera magoa e ressentimento. O resultado é um processo de diminuição mútua, em que cada um se trai e deixa de viver coisas que considera importantes…
Uma união é saudável quando cada parceiro exerce o direito de se encontrar e se realizar. Esse crescimento individual conduz à renovação do relacionamento… Fidelidade é baseada em confiança mutua. O convívio com outras pessoas é encarado como algo enriquecedor, e não como uma possível traição… Freud acreditava que a escolha do outro se baseava geralmente na opção por alguém que se parece conosco; que se parece com o que éramos ou gostaríamos de ser; ou que se parece com alguém que representou um papel importante em nossas vidas, muitas vezes a figura materna ou paterna, protetora. No casamento consciente, você cria uma imagem mais fiel e real do parceiro, não como o seu salvador, mas como outro ser humano ferido pela vida e lutando, como você, para se curar e ser melhor…Quando o contrato de casamento é consciente, você percebe que a questão não é encontrar o parceiro perfeito, mas tornar-se você mesmo um bom parceiro…
No amor, as coisas mais simples são as mais importantes, e uma das coisas mais simples é a amizade. Amar significa ser amigos íntimos. Um casamento sem amizade não é um casamento. É um ajuste entre dois estranhos para ir gerenciando a vida…
Ser capaz de rir de si mesmo, das próprias fraquezas, da falta de jeito diante dos imprevistos da vida é importantíssimo num casamento. É preciso aprender a achar graça das nossas próprias loucuras e das loucuras dos outros…
Apenas 35% da comunicação entre as pessoas é verbal. O resto é não-verbal. Por isso se diz que o corpo fala mais alto. Sexo é uma força criadora e recriadora. Cria calor, energia, vida, e recria o prazer, o amor e a intimidade…
Dividir as batatas quentes da vida faz uma enorme diferença e cria o verdadeiro companheirismo…
A tolerância é especialmente importante nas épocas de crise…
‘O segredo mais bem guardado de qualquer casamento é o que acontece na cama’…
Numa briga construtiva existe confiança mútua. Um não tem medo que o outro vá se aproveitar da sua fraqueza. Os dois respeitam os próprios limites para que ninguém saia cruelmente machucado. Briga-se para, juntos, chegar-se a algum lugar, e não para ‘ter razão’ ou destruir as razões do outro. Portanto, numa briga intima e honesta, não existe um vencedor: ou os dois ganham ou os dois perdem…
A vida nos obriga a optar continuamente entre duas ou mais possibilidades. Cada uma delas nos dá e simultaneamente nos tira alguma coisa. Diante das encruzilhadas da vida, temos que decidir sozinhos. Essas escolhas ninguém pode fazer por nós…”