Nina -

    Nina Pandolfo

    Master Books
    2011
    150 páginas
    5h 0m
    ISBN-12: 788563201034
    Português Brasileiro

    "NINA" traz as fases da trajetória da artista desde grafites mais elaborados - como o que realizou em conjunto com Osgemeos e Nunca, no Castelo Kelburn, em Glasgow, na Escócia, em 2007- até as imagens das peças produzidas em seu ateliê, na Aclimação, como desenhos, pinturas e esculturas. Fotografias também mostram os traços e a personalidade do trabalho de Nina no exterior, nas ruas ou galerias, em países como Alemanha, Cuba, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Índia, Inglaterra, Japão, Porto Rico e Suécia. Em estilo coffe table book - livros de arte visualmente atraentes, ideal para ficar exposto para consulta, e com textos de prestigiados curadores do crítico de arte, o jornalista Mario Gioia, que faz uma síntese de todo o processo criativo da artista, NINA é um presente aos olhos de quem admira a poesia em imagens e cores.

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    Carina Mendes de Andrade picture
    Carina Mendes de Andrade17/03/2014Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Nina por uma Nina

    Uma verdadeira obra de art. Os mais de 15 anos da atividade da artista são retratados em 150 páginas com seus grafites, pinturas, desenhos e esculturas que ganharam as ruas e galerias do mundo todo. A inquietação da artista plástica Nina Pandolfo faz sua arte transmutar e ir sempre ao encontro de diferentes mídias. Versátil, ela transita do masculino mundo do grafite ao suporte convencional das telas, passeando pela escultura, sem medo de experimentar as novas técnicas. Nina emociona públicos no mundo inteiro. Uma seleção de fotos de suas obras mais importantes – desde a marca registrada com as pinturas de meninas de olhos grandes e expressivos mergulhadas em um universo onírico, lúdico e feminino, e muitas vezes sensual. O trabalho de Nina, que se distingue pela poética original e pelo universo fantástico, foi reconhecido a partir dos grafites que fez em diversas partes do mundo e das pinturas que exibiu em mostras individuais na Galeria Leme, em São Paulo. Ela se destaca atualmente entre os artistas brasileiros que conciliam a ágil linguagem da street art e a inserção no cubo branco das galerias e dos espaços institucionais. O livro percorre várias fases da sua trajetória: a infância, na Vila Gustavo, bairro da zona norte da capital paulista, quando ela coloria sem parar caderninhos; o primeiro contato com outros grafiteiros, entre eles Otávio Pandolfo, um dos artistas da dupla agora mundialmente prestigiada Os Gêmeos e marido de Nina desde 2001; e as mostras individuais que vem realizando no circuito de galerias do mundo, exibindo obras que refletem cada vez mais sua maturidade artística. Traz reproduções ligadas às memórias e iconografias infantis, grafites mais elaborados - como o que realizou em conjunto com Os Gêmeos e Nunca no Castelo Kelburn, em Glasgow, na Escócia, em 2007- e as peças de prestígio produzidas em seu ateliê, na Aclimação, como desenhos, pinturas e esculturas, com a utilização de técnicas mais apuradas. Há, também, fotografias que mostram os traços e a personalidade do trabalho de Nina no exterior, nas ruas ou galerias, em países como Alemanha, Cuba, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Índia, Inglaterra, Japão, Porto Rico e Suécia. “O interessante de percorrer o mundo trabalhando é a possibilidade que se tem de notar e registrar o que é diferente de você, do seu habitat. O meu portfólio é a rua”, afirma ela, lembrando da época em que andava pela cidade à procura de um muro para criar suas intervenções. Nina fez seu début em exposições no exterior em 2002, participando com pinturas na coletiva I Don’t Know, da galeria Die Farberie, em Munique, Alemanha. Ela e outros grafiteiros foram convidados para pintar diversos muros e fachadas no país, além de França e Grécia. “Havia muita informalidade nesses projetos. A gente fazia um grafite, depois vinha um convite para trabalharmos em outra cidade, e de lá partíamos para outro lugar”, afirma a artista, que passou cerca de seis meses fazendo essas intervenções. Foi na Alemanha de Wim Wenders, em 2006, que Nina estava fazendo um grafite para um projeto na cidade de Wuppertal, em um túnel da cidade, quando foi surpreendida pelo cineasta que filmava no local. ”Estávamos trabalhando nas paredes à luz de luminárias, escondidos, quando ele aparece e brinca com a gente: ‘Finalmente, encontrei vocês’”, relembra. Imagens desses trabalhos fazem parte do livro, que traz ainda textos dos renomados curadores Steves Lazarides e Marsea Goldberg, e do jornalista, crítico e curador independente Mario Gioia, autor de uma síntese da carreira da artista plástica. “Ao vermos as primeiras pinturas murais, percebemos que o estilo de Nina é muito ligado ao ideário infantil”, escreve Gioia, em uma das passagens do texto que abre o livro. “Lagartas e animais dos mais variados, meninas de olhos avantajados, mas de traços simples, mais semelhantes às figuras dos mangás japoneses, trenzinhos com letras animadas, todos elementos com cores chamativas são pintados, apesar da fase inicial estar longe da elaboração visual feita atualmente pela artista.” Nina, que acompanhou de perto o projeto editorial, cuidando de cada detalhe, presenteia o leitor com um relato poético sobre sua trajetória e processo criativo.

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