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    Compêndio de Teologia -

    Santo Tomás de Aquino, Santo Tomás de Aquino

    Presença
    1977
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-10: 1938573858
    Português Brasileiro
    4.7
    3 avaliações
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    O Compendium Theologiae, que as primitivas coleções das obras de Santo Tomás de Aquino também intitularam Brevis Compilatio Theologiae ad Fratrem Raynoldum de Piperno, e De Fide, Spe et Charitate ad Fratrem Reginaldum Socium Suum é dos mais proveitosos trabalhos do Santo. Além de desenvolver, em síntese perfeita, os principais temas da Teologia, encerra, no contexto desta ciência, uma perfeita súmula filosófica. Elaborado que foi nos derradeiros anos da vida do autor, manifesta, em não poucas questões, o seu último pensamento sobre as mesmas. Embora não terminado, as partes escritas do Compêndio de Teologia são rica fonte da doutrina Católica.

    Resenhas (1)Ver mais
    Felipe Correia Pimenta picture
    Felipe Correia Pimenta24/03/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma síntese do pensamento de São Tomás de Aquino

    Escrito no fim da vida de São Tomás, o Compêndio de Teologia resume algumas das principais doutrinas do Aquinate. Questões relativas à Trindade, do Filioque e sobre a perfeição de Deus são esclarecidas logo no início do livro. A linguagem utilizada por São Tomás é simples, da mesma forma como os exemplos de fenômenos da natureza, como o fogo, o qual ele se refere repetidas vezes. São Tomás tinha concepções errôneas em filosofia herdadas de Aristóteles como, por exemplo, a redução da mulher a um papel passivo, pois o filósofo grego acreditava que o sêmem do homem gerava a alma, e a mulher, o corpo. São Tomás repete esse erro, assim como adotou com algumas reservas o universo Ptolomaico, negando, porém, que os astros tivessem algum poder sobre o destino do homem. Seu maior equívoco foi em relação à Imaculada Conceição da Virgem Maria, exibindo um pensamento contraditório e titubeante. Foi outro escolástico, Duns Scot, que corrigiu o erro de São Tomás e estabeleceu o Dogma. São Tomás confirma em sua última obra, as grandes conquistas da filosofia cristã da patrística e da escolástica. O livre-arbítrio, uma das grandes afirmações do cristianismo de Santo Agostinho, é esclarecido de forma definitiva por São Tomás. Da herança grega de Aristóteles, veio o conceito de ato e potência, e de forma e substância. Da filosofia árabe, por intermédio de Avicena, veio uma nova forma para a questão do intelecto possível e do intelecto agente. O intelecto possível e o intelecto agente definem a questão do conhecimento e da inteligência na filosofia Tomista. O intelecto possível recebe das coisas sensíveis as formas inteligíveis. A inteligência humana conhece as coisas de forma universal e imaterial. O intelecto agente se faz necessário, pois o homem adquire o conhecimento não das formas em ato, como ensinava Platão, mas das formas sensíveis por meio dos sentidos. É o realismo da filosofia aristotélico-Tomista. São Tomás refuta a teoria de Averróis da unidade do intelecto possível, pois a inteligência é multiplicada na mesma quantidade de números de homens. Estabelecida nessa obra também a existência de apenas uma alma, ao contrário do que acreditava Santo Agostinho, por exemplo. Uma questão também muito profunda discutida por São Tomás é a refutação da eternidade do movimento. Admitir essa possibilidade é fazer a ação de Deus depender do movimento de seres intermediários, e de um processo infinito. A metafísica Tomista define que Deus é indiferente ao tempo, e tudo o que deve acontecer não deve ser questionado por que agora e não antes, pois isso é um erro. Da mesma forma o mundo estabelece o tempo e a noção de lugar, pois antes do mundo nada existia, senão Deus, e fora do mundo não há outro corpo. Recomendo muito esse livro para quem quer se aprofundar na filosofia escolástica e na Metafísica. A união da filosofia de Aristóteles com à teologia de São Tomás gerou um pensamento racional, lógico e não ultrapassado até hoje. Publicado em http://resenhasdefilosofia.wordpress.com/

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    Santo Tomás de Aquino

    Tomás de Aquino nasceu em Aquino por volta de 1225, de acordo com alguns autores no castelo do pai Conde Landulf de Aquino, localizado em Roccasecca, no mesmo Condado de Aquino (Reino da Sicília, no atual Lácio). Por parte de sua mãe, a condessa Teodora de Theate, Tomás era ligado à dinastia Hohenstaufen do Sacro Império Romano-Germânico.1 O irmão de Landulf, Sinibald, era abade da original abadia beneditina em Monte Cassino. Enquanto os demais filhos da família seguiram uma carreira militar,2 a família pretendida que Tomás seguisse seu tio na abadia.3 Esse era o caminho normal para a carreira do filho mais novo de uma família da nobreza sulista italiana.1 Aos cinco anos, Tomás começou sua instrução inicial em Monte Cassino, mas depois do conflito militar que ocorreu entre o imperador Frederico II e o papa Gregório IX na abadia, no início de 1239, Landulf e Teodora matricularam Tomás na studium generale (universidade), que havia sido criada recentemente por Frederico II em Nápoles.4 Foi lá que Tomás provavelmente foi introduzido nas obras de Aristóteles, Averróis e Maimônides, todos que influenciariam sua filosofia teológica.5 Foi igualmente durante seus estudos em Nápoles que Tomás sofreu a influência de João de São Juliano, um pregador dominicano em Nápoles que fazia parte do esforço ativo intentado pela ordem dominicana para recrutar seguidores devotos.6 Nesta época seu professor de aritmética, geometria, astronomia e música era Pedro de Ibérnia.7 Aos 19 anos, contra a vontade da família, entrou na ordem fundada por Domingos de Gusmão. Estudou filosofia em Nápoles e depois em Paris, onde se dedicou ao ensino e ao estudo de questões filosóficas e teológicas. Estudou teologia em Colônia e, em Paris, tornou-se discípulo de Santo Alberto Magno, que o "descobriu" e se impressionou com a sua inteligência. Por esse tempo foi apelidado de "boi mudo". Dele disse Santo Alberto Magno: "Quando este boi mugir, o mundo inteiro ouvirá o seu mugido." Foi mestre na Universidade de Paris, no reinado de Luís IX.

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    Frosinone, Itália

    Santo Tomás de Aquino