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    A casa do girassol vermelho - E outros contos

    Murilo Rubião

    Companhia das Letras
    2006
    104 páginas
    3h 28m
    ISBN-13: 9788535908664
    Português Brasileiro
    4
    61 avaliações
    Leram120Lendo7Querem71Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos5Desejados71Avaliaram61

    A diáspora, uma das onze histórias aqui reunidas, foi provavelmente a última que o escritor deu por terminada, já próximo da morte. Outras, como A casa do girassol vermelho, Alfredo e Marina, a intangível, foram publicadas pela primeira vez na sua juventude. É espantoso, aliás, observa o crítico Sérgio Alcides, como os contos do começo da carreira já trazem as marcas mais características da obra de maturidade do contista mineiro. O estilo preciso, por exemplo, sem rebarbas, e certo humor amargo de quem teve em Machado de Assis seu grande mestre. O gosto pelas epígrafes, que o autor, embora agnóstico, pinçava da Bíblia. E, sobretudo, a desconcertante naturalidade para narrar histórias em cujo desenrolar - à primeira vista - nada parece natural. Com organização de Humberto Werneck, todos os contos de Murilo Rubião foram reunidos em três volumes de edição caprichada (O pirotécnico Zacarias, A casa do girassol vermelho e O homem do boné cinzento), cada um deles com um prefácio do organizador, um posfácio de um crítico renomado, fotos, cronologia e bibliografia. A casa do girassol vermelho, com posfácio de Sérgio Alcides, reúne os contos A casa do girassol vermelho (1947), Alfredo (1947), Marina, a intangível (1947), Os três nomes de Godofredo (1947), Memórias do contabilista Pedro Inácio (1947), Bruma (1953), D. José não era (1953), A lua (1953), A armadilha (1965), O bloqueio (1974) e A diáspora (1998).

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    Jpg09/10/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Engenharia Onírica

    Prefeccionista obcecado com a composição ideal. Kafka cristão, como dizem por aí. Murilo Rubião escreveu e reescreveu enésimas vezes suas poucas histórias, e conseguiu assim, pequenos documentos de tamanho grande. Como um engenheiro onírico, o autor desconstrói parábolas bíblicas, enchendo os espaços vazios com a matéria impossível que só é encontrada nos sonhos, e que compõe a maioria das grandes obras da literatura fantástica. A sensação que se tem ao final dos contos, é de estar acordando de algum sonho que, mal acaba, deixa saudades. Dá até dó da realidade.

    2 curtidas

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    Murilo Rubião

    Eugênio Murilo Rubião nasceu em Carmo de Minas. Fez seus primeiros estudos em Conceição do Rio Verde e conclui-os depois em Belo Horizonte. Ingressou na Faculdade de Direito, formando-se em 1942. O jornalismo sempre o seduziu, tornou-se redator da Folha de Minas e diretor da Rádio Inconfidência. Em 1947, lançou seu primeiro livro de contos, O ex-mágico, que não teve maior repercussão na época. A partir de então, ingressou no mundo da política, sempre como assessor. Em 1951, ocupou a função de chefe de gabinete do governador Juscelino Kubitschek. Entre 1956 e 1961, exerceu o cargo de adido cultural do Brasil na Espanha. Em 1966 foi designado para organizar o suplemento literário do jornal O Estado de Minas Gerais, que se tornou um dos melhores órgãos de imprensa cultural já surgidos no país

    21 Livros
    74 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    Murilo Rubião