Uma das obras de "transição" do grande Kautsky, referência do marxismo da época e, para além de pensador e líder do Partido Social Democrata Alemão, o sucessor do marxismo após a morte de Engels.
No decurso das mudanças sociais atreladas à expropriação de terras, repressão da classe operária, exploração dos corpos que compõe a massa da indústria, da efervescência dos movimentos sindicais operários na Europa Ocidental da época; somado às críticas de outros ícones revolucionários, como Rosa Luxemburgo, Kautsky mudou de lado.
Enveredou-se na social democracia, defendendo o apaziguamento de classes, o anti-revolucionarismo e, com este o abandono dos princípios básicos do marxismo: do Estado burguês capitalista, só provém mais capitalismo e repressão. Sofre duras críticas dos bolcheviques, principalmente Lênin, tendo sua imagem e nome encobertos pelo manto do "proscrito".
Cai na indigência intelectual, com o deterioramento da sua imagem de liderança, agora fadada ao beco escuro dos 'traidores do movimento'. Kautsky sobrevive até hoje, nas palavas dos "marxistas de casaca", nos revolucionários de representação, nos operários de direita.