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    A ignorância custa um mundo - O valor da educação no desenvolvimento do Brasil

    Gustavo Ioschpe

    Francis
    2004
    324 páginas
    10h 48m
    ISBN-10: 8589362493
    Português Brasileiro
    3.6
    8 avaliações
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    "A Ignorância Custa Um Mundo" compila os dados mais importantes e atuais da literatura mundial sobre o tema e traça um panorama da relação entre educação e desenvolvimento econômico no mundo antes de afundas a discussão sobre a situação específica do Brasil. Deixando de lado as discussões pedagógicas e filosóficas que dominam o debate nacional para enfocar a conexão do sistema educacional com o crescimento econômico, "A Ignorância Custa Um Mundo" estabelece um novo paradigma na discussão sobre educação no país. Repleto de temas instigantes - o salário de professores, a gratuidade de universidades e outros aspectos sagrados do debate nacional - , o livro termina com uma proposta detalhada de reforma estrutural do ensino brasileiro. No momento em que o mundo migra para a sociedade do conhecimento, as deficiências de nossa educação vão nos condenando a um estado de subdesenvolvimento permanente.

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    Emilly Camilly picture
    Emilly Camilly28/03/2026Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Discussões problemáticas

    Comprei esse livro pelo seu título chamativo. Gosto de discussões acerca do financiamento da educação, principalmente pela sua inserção na reflexão sobre políticas públicas. Ao longo do texto, fui percebendo um posicionamento um tanto quanto contraditório do autor. Ora ele critica a Educação, alertando que ela não possui impacto no setor econômico (a longo prazo). Outrora, ele afirma que há impactos positivos. Então esse vai&vem se perpetua durante muito, acredito que pelo livro todo. Outro ponto que me chamou atenção foi a necessidade de afirmar que uma criança PODE ser alfabetizada em seu primeiro ano escolar (nos anos iniciais). Há pesquisas que relatam diversos fatores externos que afetam isso, seja pela ausência de acompanhamento da família, deficiências e/ou transtornos, falta de infraestrutura e recursos, entre outros. Então afirmar, com propriedade, que isso pode acontecer é não relacionar a alfabetização e o processo de ensino-aprendizagem à fatores que são externos ao ambiente escolar. Isso se intensifica e problematiza pela formação do autor, que é em Economia. Quando pessoas não formadas na área de Educação, seja em licenciaturas diversas e/ou Pedagogia, discutem sobre esse campo de estudo, existe uma tendência forte em esquecer e deixar de lado estudos pedagógicos sobre desenvolvimento infantil. A todo custo se foca na avaliação externa, em dados quantitativos, mas pouco se analisa as minúcias qualitativas do processo de ensino-aprendizagem. Outra discussão alarmante é acerca do Ensino Superior. O endossamento da narrativa de que ele deveria ser privado para alguns grupos de pessoas (com poder aquisito maior) é uma faca de dois gumes problemática. O ensino público deve ser para TODOS. Logo propagar essa ideia, aderir a mensalidade para determinados grupos sociais é ROMPER com essa afirmação. O autor pontua algumas qualidades e vantagens, mas me parece uma tentativa de não avaliar o financiamento para outros setores. Reconhecendo as universidades publicadas como locais de ensino, pesquisa e extensão (tripé universitário) porquê pensar no corte de verbas e/ou em mecanismos que afetam ela? Seja pela possibilidade de retirada de estudantes desses espaços e/ou afastamento de certos públicos. Então, o que se pode fazer para “prevenir” essa saída e também a entrada de pessoas de outras classes nesses espaços? Além de leis de ações afirmativas (cotas), também o investimento na Educação Básica. E de onde poderia se retirar para investir nesse ponto? Salário dos políticos e diversas extensões (auxílios). Nesse sentido, me parece uma tentativa de mostrar/dizer que a Educação deve ser CORTADA (em verbas) para que se propicie mais vagas para a EDUCAÇÃO. Faz sentido? NENHUM. No mais, parece que o autor se perde em alguns momentos com relação às suas próprias narrativas. Se utiliza de comparativos pouco convincentes, além de utilizar alguns dados que exprimem sentidos contrários à sua análise.

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