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E foi isso que Nietzsche fez ao basear seus estudos para esta obra nos gregos, afinal, foi ali que nasceu a filosofia. E como já li em Kierkegaard, a filosofia nasce na própria filosofia. No questionar, no refletir.
O que pude entender desta obra de estreia do bigodudo é o cerne de tudo o que vem depois no pensar e no sentir: a vida é tragédia e drama. A vida é dual. Dissonante.
Nietzsche usa a religião como analogia para demonstrar o poder do mito nas massas. Assim como a música, o coro, o teatro expressa, manipula e influencia àqueles que toca. E além disso, não só os que tomam conhecimento dessas artes mas principalmente aqueles que a criam, o que para Nietzsche não parece haver nada pior. Para ele, nem toda criação é arte.
E por se tornar tão acessível, alcançar tantas pessoas, popularizar-se, a arte deixa de ser arte quando o apreciador não tem os requisitos eruditos para compreendê-la.
Ele expressa um orgulho imenso pelo espírito alemão.
A arte não é apenas uma imitação da vida, ela é a transcendência da mesma.
Dionisíaco e apolíneo se complementam.
É engraçado falar de Nietzsche no presente narrativo, tão marcante ele foi.
Há quem o ache misógino (e sim, nesta obra ele refere-se pejorativamente do feminino) e xenofóbico (só o alemão!alemão!alemão!), e em tratando-se de Nietzsche é difícil separar o autor da obra, porque ele é todo ela. E vou, humildemente, arriscar um filosofar parafraseando o mesmo: humano, demasiadamente humano, ser humano imperfeito e dele coisas perfeitas se originam.
O cara É foda! Ele vive.