O Nascimento da Tragédia -

    Friedrich Nietzsche

    Companhia de Bolso
    2007
    184 páginas
    6h 8m
    ISBN-13: 9788535909654
    Português Brasileiro

    Este livro é mais um estudo sobre a decadência de um gênero teatral do que propriamente uma Investigação histórica ou uma incursão mítica na esfera da vida sobrenatural. Representa, em primeiro lugar, uma homenagem a Richard Wagner, uma interpretação dos seus dramas musicais como obras de arte totais que igualam às tragédias antigas.

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    Carla Flores04/04/2024Resenhou um livro
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    Nem toda criação é arte.

    Se você quer obter uma informação, não pergunte a terceiros, vá direto na fonte. E foi isso que Nietzsche fez ao basear seus estudos para esta obra nos gregos, afinal, foi ali que nasceu a filosofia. E como já li em Kierkegaard, a filosofia nasce na própria filosofia. No questionar, no refletir. O que pude entender desta obra de estreia do bigodudo é o cerne de tudo o que vem depois no pensar e no sentir: a vida é tragédia e drama. A vida é dual. Dissonante. Nietzsche usa a religião como analogia para demonstrar o poder do mito nas massas. Assim como a música, o coro, o teatro expressa, manipula e influencia àqueles que toca. E além disso, não só os que tomam conhecimento dessas artes mas principalmente aqueles que a criam, o que para Nietzsche não parece haver nada pior. Para ele, nem toda criação é arte. E por se tornar tão acessível, alcançar tantas pessoas, popularizar-se, a arte deixa de ser arte quando o apreciador não tem os requisitos eruditos para compreendê-la. Ele expressa um orgulho imenso pelo espírito alemão. A arte não é apenas uma imitação da vida, ela é a transcendência da mesma. Dionisíaco e apolíneo se complementam. É engraçado falar de Nietzsche no presente narrativo, tão marcante ele foi. Há quem o ache misógino (e sim, nesta obra ele refere-se pejorativamente do “feminino”) e xenofóbico (só o alemão!alemão!alemão!), e em tratando-se de Nietzsche é difícil separar o autor da obra, porque ele é todo ela. E vou, humildemente, arriscar um filosofar parafraseando o mesmo: humano, demasiadamente humano, ser humano imperfeito e dele coisas perfeitas se originam. O cara É foda! Ele vive.

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