Crítica da Razão Pura -

    Immanuel Kant

    Fundação Calouste Gulbenkian
    2008
    680 páginas
    22h 40m
    ISBN-14: 97897231086237
    Português Brasileiro

    A filosofia crítica kantiana tenta responder às questões: "Que podemos conhecer?"; Que podemos fazer?". Crítica da Razão Pura (1781) realiza esta revolução metodológica e mostra como o entendimento, legislando sobre a sensibilidade e a imaginação, torna possível uma física a priori.

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    Doney Corteletti Stinguel16/07/2017Resenhou um livro
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    Lista de livros: Crítica da Razão Pura, de Immanuel Kant

    Parte I: “Não há acréscimo, mas desfiguração das ciências, quando se confundem os seus limites.” * “Qualquer exposição filosófica está sujeita a ter pontos fracos (pois não pode ter armadura tão resistente como a da exposição matemática), sem que, todavia, a estrutura do sistema, considerada na sua unidade, corra perigo.” * “O entendimento, falando em geral, é a faculdade dos conhecimentos. Estes consistem na relação determinada de representações dadas a um objeto. O objeto, porém, é aquilo em cujo conceito está reunido o diverso de uma intuição dada. Mas toda a reunião das representações exige a unidade da consciência na respectiva síntese. Por consequência, a unidade de consciência é o que por si só constitui a relação das representações a um objeto, a sua validade objetiva portanto, aquilo que as converte em conhecimentos, e sobre ela assenta, consequentemente, a própria possibilidade do entendimento.” * Mais em: https://listadelivros-doney.blogspot.com.br/2017/07/critica-da-razao-pura-parte-i-immanuel.html XXXXXXXXXXXXXX Parte II: “Todo o nosso conhecimento começa pelos sentidos, daí passa ao entendimento e termina na razão, acima da qual nada se encontra em nós mais elevado que elabore a matéria da intuição e a traga à mais alta unidade do pensamento. (...) Se o entendimento pode ser definido como a faculdade de unificar os fenômenos mediante regras, a razão é a faculdade de unificar as regras do entendimento mediante princípios. Nunca se dirige, portanto, imediatamente à experiência, nem a nenhum objeto, mas tão-só ao entendimento, para conferir ao diverso dos conhecimentos desta faculdade uma unidade a priori, graças a conceitos; unidade que pode chamar-se unidade de razão e é de espécie totalmente diferente da que pode ser realizada pelo entendimento. Este é o conceito geral da faculdade da razão, na medida em que se pode tornar compreensível sem o auxílio de quaisquer exemplos.” * “A própria apercepção é o fundamento da possibilidade das categorias, as quais, por seu turno, apenas representam a síntese do diverso da intuição, na medida em que este diverso encontra a sua unidade na apercepção. A consciência de si próprio, em geral, é, assim, a representação daquilo que é a condição de toda a unidade, mas, em si mesmo, é incondicionado. Pode-se, por isso, dizer do eu pensante (da alma), que se pensa como substância, como simples, como numericamente idêntico em todo o tempo e como o correlato de toda a existência, correlato a partir do qual deve ser concluída toda a outra existência, que, em vez de se conhecer a si próprio pelas categorias, conhece as categorias e, mediante elas, todos os objetos na unidade absoluta da apercepção, portanto, por si mesmo. Ora, é bem evidente, que aquilo que devo pressupor para conhecer em geral um objeto, não o posso, por sua vez, conhecer como objeto e que o eu determinante (o pensamento) deve ser distinto do eu determinável (o sujeito pensante), como o conhecimento é distinto do objeto. Não obstante, nada é mais natural e mais sedutor do que a aparência, que nos faz tomar a unidade, na síntese dos pensamentos, por uma unidade percebida no sujeito desses pensamentos. Poder-se-ia chamar essa aparência a sub-repção da consciência hipostasiada.” * “A experiência possível é a única que pode conceder realidade aos nossos conceitos; sem ela todo o conceito é tão-só uma ideia sem verdade nem relação com um objeto.” * Mais em: https://listadelivros-doney.blogspot.com.br/2017/07/critica-da-razao-pura-parte-ii-immanuel.html XXXXXXXXX Parte III: “A esperança de um melhor sucesso não abandona nunca por completo aqueles que uma vez se habituaram à persuasão dogmática.” * “Em todos os seus empreendimentos deve a razão submeter-se à crítica e não pode fazer qualquer ataque à liberdade desta, sem se prejudicar a si mesma e atrair sobre si uma suspeita desfavorável. Nada há de tão importante, com respeito à utilidade, nem nada de tão sagrado que possa furtar-se a esta investigação aprofundada que não faz exceção para ninguém. É mesmo sobre esta liberdade que repousa a existência da razão; esta não tem autoridade ditatorial alguma, mas a sua decisão outra coisa não é que o acordo de cidadãos livres, cada um dos quais deve poder exprimir as suas reservas e mesmo exercer o seu veto sem impedimentos. Ora, se bem que a razão nunca possa furtar-se à crítica, também não tem sempre motivo para a temer. Mas a razão pura no seu uso dogmático (não matemático) não tem de tal maneira consciência de observar rigorosamente as suas leis supremas que não deva comparecer com timidez e mesmo despida de todos os ares pretensamente dogmáticos perante o tribunal de uma razão mais elevada que a examina com o olhar crítico de um juiz.” * “Por esta observação preliminar a crítica das afirmações da razão vem reduzida a bem pouca coisa. Onde a razão executa a sua obra, mediante simples conceitos, uma só prova é possível, se for possível alguma. Por isso, quando se vê avançar o dogmático com dez provas, pode-se acreditar com segurança que não tem nenhuma. Pois se tivesse uma que demonstrasse apoditicamente (como deve acontecer nos assuntos da razão pura) para que necessitava de mais? A sua intenção é apenas a de um advogado no parlamento: ter um argumento para este, outro para aquele, isto é, aproveitar da fraqueza dos seus juízes que, sem aprofundarem a causa e para se libertarem rapidamente da questão, agarram o primeiro argumento que lhes vem às mãos e decidem em consequência.” * Mais em:

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