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    Origens do totalitarismo - Antissemitismo, imperialismo, totalitarismo

    Hannah Arendt

    Companhia das Letras
    2012
    832 páginas
    1d 3h 44m
    ISBN-13: 9788535922042
    Português Brasileiro
    4.4
    733 avaliações
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    Publicado pouco depois da Segunda Guerra Mundial, em 1951, este livro é considerado a história definitiva dos movimentos políticos totalitários e um marco na obra de Hannah Arendt. No ensaio, a autora elucida o crescimento do antissemitismo e analisa o imperialismo colonial europeu, para então centrar-se nos dois principais regimes totalitários da nossa era, a Alemanha nazista e a Rússia stalinista. A transformação de classes em massas, o papel da propaganda e o uso do terror são fatores essenciais, segundo Arendt, para o funcionamento desse tipo de regime. Como destaca o professor Celso Lafer, "a incisiva e inesgotável sugestividade do abrangente pensamento de Hannah Arendt torna este livro ponto de referência indispensável para a reflexão político-filosófica no mundo contemporâneo.

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    Cristina Lasaitis picture
    Cristina Lasaitis15/03/2014Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    As Origens do Totalitarismo: Antissemitismo, Imperialismo, Totalitarismo

    Resolvi atravessar as Origens do Totalitarismo só em razão de chegar nos últimos capítulos, que tratam do clímax do nazismo, quando acontece esse fenômeno que me faz sacar a caneta a todo momento no meio do metrô para sublinhar partes. O que vejo de mais surpreendente é que a análise da Hannah escancara o poder que as realidades totalitárias têm de atropelar a ficção. Não apenas isso, ela disserta como as ideologias dos sistemas totalitários criam, fundamentam-se e sobrevivem a partir de uma ficção de Estado persistente e permanentemente instável, tão absurda que beira o inverossímil. A própria ficção esbarra nesse limite: a verossimilhança. Uma história inventada, para ser convincente, não pode se inclinar tantos graus na direção do absurdo. Não aprendi tanto lendo 1984, Animal Farm, Admirável Mundo Novo, The Handmaids Tale, Farenheit 451 ou nenhuma das distopias que adoro. Não vou dizer que essa constatação mata um pouco da autora dentro de mim, mas esse livro da Hannah Arendt é mais uma das coisas que me levam a perguntar como escrever ficção com esta realidade?

    48 curtidas

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