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    Aurora - Reflexões sobre os Preconceitos Morais

    Friedrich Nietzsche

    Escala
    2007
    274 páginas
    9h 8m
    ISBN-10: 8575568663
    Português Brasileiro
    4.3
    399 avaliações
    Leram883Lendo102Querem1032Relendo11Abandonos63Resenhas15
    Favoritos7Desejados1032Avaliaram399

    "Aurora", o despertar de uma nova moralidade. Emancipação da razão diante da moral. Uma vez que a moralidade não é outra coisa que a obediência aos costumes, de qualquer natureza que estes sejam, "Aurora" quer romper essa maneira tradicional de agir e de avaliar. Portanto, à medida que o sentido da causalidade aumenta, diminui a extensão do domínio da moralidade. De fato, a compreensão das ligações efetivas da causalidade destrói considerável número de causalidades imaginárias que foram sendo julgadas no decurso dos tempos como fundamentos da moral. O poder liberador da razão tem em si a capacidade de desmitificar significados sociais instituídos pela tradição; o indivíduo, em sua atividade racional, se descobre como criador de novos valores. O indivíduo é capaz, portanto, de romper o elo histórico que une tradição e moralidade, opondo-lhe o binômio razão e afirmação de si. Com essas principais referências, em "Aurora", Nietzsche discute a história dos costumes e da moralidade, a história do pensamento e do conhecimento, além de ressaltar os preconceitos cristãos que vararam a história da humanidade. A seguir, se concentra em analisar a natureza e a história dos sentimentos morais altruísta. Continua depois estabelecendo o contraponto entre cultura e culturas ou civilização e civilizações, para ressaltar a intervenção do Estado, da política e dos povos na história. Finalmente, parece divertir-se ao apresentar coisas essencialmente humanas e corriqueiras e pintar o universo do pensador. Como a aurora anuncia um novo dia, "Aurora", para Nietzsche, é também um novo despertar para uma verdadeira vida - do homem e da humanidade inteira.

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    Resenhas (15)Ver mais
    Paulo Henrique picture
    Paulo Henrique27/01/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Nietzsche zomba até dos leitores

    Definitivamente o segundo Nietzsche é o mais belo de todos, pelo menos pra mim. É o Nietzsche mais poético, mais leve, sem deixar de ser, ao mesmo tempo, tão ácido em suas colocações. Aurora foi o primeiro livro que de fato gostei de Nietzsche. O livro no estilo aforístico sempre proporciona que o leitor faça uma reflexão mais apurada do que está lendo. Proporciona pausas e insights constantemente. O que me encanta, principalmente no segundo Nietzsche, é justamente sua capacidade de falar tanto em tão poucas linhas, em extrapolar tantos conceitos e derrubar tanta coisa com tão poucas palavras... Nem sempre muito é mais. O livro basicamente trata da moral, então é um prato cheio pra quem deseja refletir sobre os valores que balizam a nossa sociedade, principalmente os cristãos. Porém, o livro não se restringe e acaba abordando muitos outros temas interessantes. Um livro sublime pra ser lido com bastante calma, sem atropelamentos e sem achar que entendeu de fato o que leu... Nietzsche tem dessas: zomba até dos próprios leitores!

    16 curtidas

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