Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas4
    • Leitores207
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O super-homem vai ao supermercado (Jornalismo Literário) - De Kennedy ao cerco de Chicago, reportagens clássicas sobre convenções presidenciais nos Estados Unidos

    Norman Mailer

    Companhia das Letras
    2006
    456 páginas
    15h 12m
    ISBN-13: 9788535908985
    Português Brasileiro
    3.9
    37 avaliações
    Leram57Lendo5Querem140Relendo0Abandonos5Resenhas4
    Favoritos2Desejados140Avaliaram37

    Reportagens clássicas de convenções presidenciais nos Estados Unidos, por um dos escritores mais provocantes da literatura americana, O super-homem vai ao supermercado é um marco do jornalismo literário e um mergulho nos traumas e paradoxos da América. Posfácio de Sérgio Dávila. O super-homem vai ao supermercado reúne quatro artigos escritos por Norman Mailer sobre as convenções políticas presidenciais dos grandes partidos americanos dos anos 60. Com seu estilo irônico e cáustico, Mailer disseca cada candidato e extrai dos acontecimentos tudo o que eles revelam sobre a América numa época de profundos dilemas e transformações. Sua atenção e argúcia não deixam escapar um único detalhe: da decoração dos ambientes das convenções ao sotaque dos oradores, da roupa dos candidatos ao comportamento dos jornalistas presentes - tudo tem um significado na construção de um painel tragicômico da loucura americana. Com uma prosa densa e sinuosa, preocupada em encontrar novas formas de jornalismo para relatar o tumulto político daqueles tempos, Mailer recupera as convenções democratas dos anos 60 (Los Angeles) e 68 (Chicago), e as republicanas de 64 (San Francisco) e 68 (Miami), e ainda revê, com sua voz crítica e independente, as tensões raciais, a Guerra Fria, o movimento hippie, a revolução sexual, a polêmica guerra do Vietnã, os assassinatos dos irmãos Kennedy e de Martin Luther King, e todos os outros sonhos e pesadelos que agitaram os anos 60. Personalidades como John F. Kennedy e Richard Nixon são retratados com o olhar implacável do jornalista e a imaginação literária do escritor, que não deixa de expor suas simpatias e aversões pessoais sem disfarce. Ao abolir talentosamente as fronteiras entre a reportagem, o ensaio e a ficção, Mailer fincou seu marco definitivo no jornalismo literário e deu a essas reportagens uma perenidade comparável à dos grandes romances do autor.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (4)Ver mais
    Luis Eduardo Souza Costa picture
    Luis Eduardo Souza Costa15/11/2016Resenhou um livro
    3 (Bom)

    O outsider no palco do establishment

    A primeira vez que ouvi falar de Mailer foi na metade inicial dos anos 90, quando “O Globo” publicava aos domingos uma página dedicada a livros que, invariavelmente, trazia entrevistas com escritores renomados. Foi ali também que tomei conhecimento, por exemplo, da existência de John Updike, Frederick Forsyth e Vargas Llosa. Mais tarde essa página se transformaria no suplemento Prosa & Verso, recentemente extinto. Já naquela época, embora demorasse ainda alguns anos para lê-lo, o que aconteceria alguns anos depois com “Os degraus do Pentágono”, já dava para notar o caráter altamente transgressor que o autor conferia à sua vida e obra, uma, indissociável da outra. Beberrão, violento, sem papas na língua (como se vê, Bukowski não está sozinho nesse quesito), Norman Mailer era alguém a ser temido pelo establishment americano. “O Super Homem vai ao supermercado” (Companhia das Letras, 2006, 453 páginas) é um exemplo certeiro de que aqueles que temiam tinham sua dose de razão. O livro, editado na excelente coleção “jornalismo literário”, conduzida por Matina Suzuki, reúne os famosos artigos frutos das coberturas que o autor fez das convenções republicanas e democráticas da década de 60, notadamente, a democrata de 1960, que apontou Kennedy como o candidato do partido. O título original daquela matéria, publicado na revista Esquire pouco antes da eleição, virou um clássico e batizou o livro, história brilhantemente contada no posfácio de Sérgio Dávila. A bem da verdade é melhor que se diga que Mailer não faz essencialmente jornalismo, nem mesmo na modalidade “literário”, mote da coleção e xodó de nove entre dez coleguinhas, inclusive esse que vos escreve. Ao jornalista cabe o mínimo de explicação, de segurar o leitor pela mão e, sem ser tatibitate, jogar luz sobre os fatos. Norman praticamente não faz isso. Usa o ambiente singular dos subterrâneos da política americana como pano de fundo para suas teses carregadas de metáforas. É romance, puro e simples, só que sem ficção. Não que isso seja ruim, pois o talento do escriba se impõe a qualquer preço, mas que pode contrariar as expectativas de leitores que não estejam familiarizados com o processo de escolha do Presidente dos Estados Unidos e dos aspectos históricos das convenções abordadas. Apesar da boa quantidade de notas do tradutor, convêm recomendar leituras prévias que permitam entender aquele contexto. Por outro lado, talvez o tipo de jornalismo que mais se aproxime desses textos de Mailer seria o chamado estilo “gonzo”, em que o repórter não se limita a ser observador da cena, ele dela participa, não raro como protagonista. Escrevendo na terceira pessoa, o autor descreve a sua (intensa) atuação principalmente nos eventos relatados no “cerco de Chicago” que trata da convenção democrata de 1968, última reportagem do livro. Mailer discursa, participa de manifestações, briga com policiais e por fim é preso. Mais gonzo impossível. Em tempos de Donald Trump é inevitável o exercício de imaginar como o velho escritor, morto em 2007 aos 84 anos, estaria reagindo e escrevendo sobre os instigantes caminhos da “maior democracia” do mundo. “O Super Homem vai ao supermercado” nos dá muitas dicas.

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 37
    • 5 estrelas32%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas0%
    Norman Kingsley Mailer profile picture

    Norman Kingsley Mailer

    Norman Kingsley Mailer, ou apenas Norman Mailer, como é mais conhecido, foi uma das mais importantes consciências críticas dos Estados Unidos. Nascido em uma família de imigrantes judeus de classe média, dedicou-se, a partir de 1939, a estudar engenharia aeronáutica na Universidade de Harvard. Sua paixão, no entanto, sempre foi a literatura. Antes de terminar a formação como engenheiro na Universidade da Sorbonne, em Paris, ele participou dos anos finais da Segunda Guerra Mundial, servindo nas Filipinas e no Japão. Essa experiência lhe permitiu escrever "Os Nus e os Mortos", imediatamente aclamado como um dos principais romances da literatura norte-americana. Famoso aos 25 anos, passou a trabalhar como roteirista em Hollywood. Nesse período, teve vários livros recusados pelas editoras, e as obras que conseguiu publicar não passaram de fracassos. Na década de 1950, começou a colaborar com o jornal "The Village Voice", onde se tornou o polemista agressivo, especialista em analisar as diferentes características dos EUA. Assim, ao lado de Truman Capote e Tom Wolf, Mailer renovou o jornalismo norte-americano, criando o gênero conhecido como jornalismo literário. Em "O Super-Homem vai ao Supermercado", por exemplo, ele acompanha as convenções políticas dos partidos Democrata e Republicano entre 1960 e 1968, narrando com profunda ironia todos os detalhes. Em 1967, a obra "Os Exércitos da Noite", na qual Mailer narra a grande marcha pacifista - ocorrida em Washington nesse mesmo ano - contra a Guerra do Vietnã, ganhou os principais prêmios literários norte-americanos: o Pulitzer, o National Book e o da Universidade de Long Island. Ele voltaria a ganhar o Pulitzer em 1980, agora com uma obra de ficção, o romance "A Canção do Carrasco", baseado na vida do assassino Gary Gilmore. Personagem polêmica, controvertida, odiado pelas feministas, Mailer foi um inestimável provocador, que jamais se cansou de defender os princípios liberais e de olhar seus contemporâneos com amargura. Escreveu 39 livros, reconhecidos pela originalidade e pela crueza da linguagem - dentre eles, onze romances. Jamais escreveu sua autobiografia. "Cada vez que você passa por uma experiência muito intensa, forma-se um cristal na sua personalidade, que projeta reflexos para escrever muitas histórias", ele disse certa vez. E concluiu: "Em uma autobiografía, provavelmente você destrói todos os seus cristais". Romancista, ensaísta e dramaturgo, escrevendo sobre boxe, dialética, drogas, existencialismo, fascismo, sexo, pacifismo, violência, câncer e guerra, paranóia e política, tecnologia e totalitarismo, ou dedicando-se a elaborar a biografia da atriz Marilyn Monroe, Norman Mailer foi um dos principais renovadores da literatura norte-americana do século 20. Fontes: "The New York Times", "El País" e "La Vanguardia".

    28 Livros
    31 Seguidores
    Nova Jérsei, EStados Unidos

    Norman Kingsley Mailer