Arrebatada, Luíza lutava contra o desespero, contra a dor cruel que lhe afligia a alma, o corpo, as entranhas, a fim de manter o controle, a saúde mental. Em completo desamparo, ofegava para não se afogar nas lágrimas que lhe inundavam o semblante desfigurado pelo sofrimento. Em meio às trevas que lhe poluíam a mente e lhe nublavam os olhos, através do vidro dianteiro do automóvel, Luíza avistou a lua cheia. Estava imensa, formosa, desanuviada, um majestoso e alvo corpo luminoso rodeado por seu halo reluzente. A lua viera para livrá-la das trevas, ampará-la no breu do coração ensangüentado. Vendas pela internet www.editorabarauna.com.br
