Sober Living For The Revolution - Hardcore Punk, Straight Edge And Radical Politics

    Gabriel Kuhn

    Independent Publishe
    2010
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-10: 1604860510

    Examining the multigenerational impact of punk rock music, this international survey of the political-punk straight edge movement—which has persisted as a drug-free, hardcore subculture for more than 25 years—traces its history from 1980s Washington, DC, to today. Asserting that drugs are not necessarily rebellious and that not all rebels do them, the record also defies common conceptions of straight edge's political legacy as being associated with self-righteous, macho posturing and conservative Puritanism. On the contrary, the movement has been linked to radical thought and action by the countless individuals, bands, and entire scenes profiled throughout the discussion. Lively and exhaustive, this dynamic overview includes contributions from famed straight edge punk rockers Ian MacKaye of Minor Threat and Fugazi, Dennis Lyxzén of Refused and the International Noise Conspiracy, and Andy Hurley of Fall Out Boy; legendary bands ManLiftingBanner and Point of No Return; radical collectives such as CrimethInc. and Alpine Anarchist Productions; and numerous other artists and activists dedicated as much to sober living as to the fight for a better world.

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    joão gabriel10/11/2014Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Há tempos venho pensando que um bom livro é aquele que te apresenta ideias novas. Ler e reler sobre os mesmos temas, querendo solidificar ideias já assentadas, pode mesmo ter o efeito contrário: cria-se um cansaço e uma preguiça. Por isso foi muito bom ler esse livro que trata sobre o straight edge, uma subcultura do punk/hardcore que defende o não-uso de drogas e álcool. Os argumentos podem ser (e são) bem variados, inclusive religiosos ou puritanos, mas nesse livro se trata de um ponto de vista radical, de uma crítica de esquerda, anticapitalista, ao uso das drogas. A primeira parte entrevista uma série de bandas e pessoas que foram referência na história do sxe, mas aí o interesse é mais restrito a quem gosta do estilo musical, que definitivamente não é o meu caso. Mas nos seguintes 2/3 do livro, através de vários autores e entrevistas, se constroi uma concepção politizada, crítica, do straight edge. O impacto do álcool e drogas na sociedade é analisado, demonstrando um amplo rastro de vício, morte e violência. A relação entre essas drogas e o colonialismo, a violência de gênero e a pacificação geral dos setores oprimidos na sociedade é colocada a nu, revelando um quadro bastante forte. Sem falar em como a dedicação, financeira e de tempo, ao consumo de drogas nos afasta de um uso produtivo ou transformador da sociedade. O livro apresenta ainda reflexões de pessoas LGBT e mulheres sobre a relação específica de suas lutas com a cultura e o público straight edge, que em muitos casos era machista e homofóbico, além de muitas vezes completamente despolitizado. Há bons argumentos no livro, que nos fazem pensar a fundo sobre um hábito fortemente arraigado no cotidiano da maioria das pessoas: tomar uma cervejinha e fumar. Eu mesmo estou quase parando de beber, durante o último mês em que estava lendo, e a economia de dinheiro e saúde tem me deixado bem satisfeito. Em suma, um livro capaz de apresentar novas ideias para mudar a vida! Recomendo.

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