Recentemente foi lançado mais um filme hollywoodiano que distorce a história. Êxodo. Fui assistir. Não darei a minha opinião, pois acredito que quem conhece o segundo livro bíblico do antigo testamento saberá distinguir a verdade da ficção. Sobre isso falarei em outra ocasião quando estiver resenhando algum livro sobre o Cristianismo.
Porém, ao sair do cinema, refletindo sobre as três religiões de origem hebraica: Cristianismo, Judaísmo e Islamismo, lembrei-me de um livro que li chamado “Maomé e a ascensão do Islã” escrito por um dos maiores especialistas da cultura Árabe no ocidente no século XIX; o professor David Samuel Margoliouth que lecionou na Universidade de Oxford.
Margoliouth ensinava a cultura Árabe em Oxford e dominava diversas línguas orientais (Árabe, Persa, Turco, Armênio, Sírio e Hebraico) o que junto ao seu trabalho como professor acadêmico lhe renderam diversos prêmios.
O livro "Maomé e Ascenção do Islã" foi publicado em 1905 e descreve a história da religião dos mulçumanos desde que Maomé recebeu a revelação cerca de 600 anos antes de Jesus de Nazaré ter sido crucificado até os dias atuais, explicando aspectos importantes da cultura Árabe.
Leitura deste tipo, é muito importante para que não sejamos enganados pelas “Teletelas” que insistem em modificar a história em proveito próprio.
Além disso é importante, independente das preferências religiosas, que se conheça bem o Islamismo para evitar fazer mal juízo em função do fanatismo religioso e ambições políticas de uma minoria. O Islamismo, assim como o Cristianismo e o Judaísmo para alcançar o status atual passaram pelas mesmas dificuldades, cometeram os mesmos erros e fizeram os mesmos bens.
Portanto não é a religião que faz mal ao homem, mas o homem é que faz mal às religiões.