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    Caiapônia - Romance da terra e do homem do Brasil Central

    Senador Camilo Chaves

    A Noite
    1944
    313 páginas
    10h 26m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.8
    3 avaliações
    Leram5Lendo3Querem17Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos1Desejados17Avaliaram3
    Resenhas (2)Ver mais
    Isotilia Melo picture
    Isotilia Melo27/12/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Obra prima esquecida!

    Esse livro é uma obra prima esquecida do grande público. Ele narra a história do Triângulo Mineiro romanceando a vida das primeiras pessoas brancas a chegarem nessa região. O português em alguns momentos é muito difícil de ser entendido. Mas, são trechos pequenos em que o autor se apega a esses formalismos. Os diálogos correm de uma maneira envolvente e nós nos sentimos dentro da região cheia de matas, rios e índios caiapós. Além disso, ele descreve o ciclo dos diamantes. Eu pesquisei depois e pude verificar que as histórias que ele descreve são verdadeiras. Os diamantes Estrela do Sul e Dresden Inglês além de formidáveis, foram mesmo encontrados nessa região. --------------------------------------------------------------------- Na primeira parte do livro, ele descreve como era terra quando era domínio dos caiapós e a vida da primeira pessoa branca a viver entre os índios, Dona Ana, que fugiu para se casar com índio caiapó e deu origem a família do autor, a família Chaves. Na segunda e terceira parte ele introduz os personagens principais: Teófilo Cascavel, Manuel Cafelista e sua esposa Germana. Nada parece dar certo na vida desses sertanejos e eles vão peregrinando por várias regiões do Triângulo Mineiro. Manuel é matador de aluguel e tem um ciúme doentio de Germana, ele está convencido que a mulher lhe trai. Cascavel é apaixonado por Germana, mas ele sabe manter isso em segredo de Cafelista. Além disso, Germana é fiel ao marido violento e não lhe dá nenhuma esperança. Cascavel é advogado e descobre Cafelista como um poderoso aliado nas suas causas judiciais, além disso, com essa sociedade, ele pode sempre ver Germana e alimentar seu amor platônico. O final é inesperado e o texto mais trágico que eu já li na vida. Digno de um drama de Sheakespeare. ---------------------------------------------------------------------- CONFIRA UM TRECHO DO LIVRO, QUE RELATA A DESCOBERTA DO DIAMANTE ESTRELA DO SUL NO BLOG.

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    3.8 / 3
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    Camilo Rodrigues Chaves profile picture

    Camilo Rodrigues Chaves

    Aos nove anos de idade, seus pais consentiram que o Bispo de Goiás, Dom Eduardo Duarte Silva, o levasse para Roma, onde seguiria a carreira eclesiástica, ingressando no Colégio Pio Latino-Americano. Formou-se na Universidade Gregoriana do Vaticano, diplomando-se Doutor em Teologia, Filosofia, Ciências Naturais e Matemática. Antes de receber a Ordem Eclesiástica, resolveu retornar ao Brasil por sentir que não tinha vocação para o sacerdócio. Sua primeira obra literária – Caiapônia, cujo subtítulo \"Romance da Terra e do Homem do Brasil Central\" define-lhe o conteúdo, teve encomiástica acolhida no mundo intelectual. Foi vereador, deputado e senador ao antigo Congresso Mineiro, quando se dedicou às lides políticas, desfrutando grande prestígio em todo o Estado de Minas Gerais. Como Deputado Estadual conseguiu para Uberlândia-MG, no governo do então Presidente do Estado, Dr. Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, a criação do Ginásio Mineiro de Uberlândia, que tem prestado relevantes serviços nas áreas educacional e cultural do País. Desse estabelecimento de ensino saíram diversos alunos que ocuparam cargos proeminentes, como governadores de Minas, de Goiás, deputados, médicos, advogados, engenheiros, odontólogos, industriais, comerciantes, prefeitos e vereadores. Levou ainda para Uberlândia a Fazenda Experimental da Semente. Foi professor no Liceu de Uberlândia e no Colégio Nossa Senhora das Lágrimas. Na Revolução de 1930, foi escolhido Comandante em Chefe das Forças Revolucionárias do Triângulo Mineiro, com grande atuação na defesa do território mineiro. Abandonando a política para dedicar-se às letras e à divulgação da Doutrina Espírita, escreveu o extraordinário romance histórico Semíramis, rainha da Assíria e Babilônia, do Súmer e Akad, cuja terceira e última edição apareceu em 1989 pela editora LAKE, de São Paulo. Nesta obra, em que resgata a memória da soberana que elevou Babilônia ao pináculo da glória, exibe, em linguagem amena e escorreita, a segurança de impecável trabalho de pesquisa, inspirado, quem sabe pelo afloramento de antigas reminiscências arquivadas nos escaninhos do subconsciente. Presidente da União Espírita Mineira, de 1945 até fevereiro de 1955, exerceu o mandato como líder autêntico, com atuação marcada pelo dinamismo e dedicação à Doutrina Espírita. Durante sua gestão foi iniciada a construção da atual sede da Casa Máter do Espiritismo em Minas Gerais, cuja inaguração se deu no dia 18 de abril de 1956 pelo seu sucessor da UEM, Bady Elias Curi. Também por iniciativa sua foi criado o Ginásio Espírita \"O Precursor\", situado em ponto nobre da Capital Mineira, educandário modelo que seria, no sonho de seu idealizador, \"o embrião da futura Universidade Espírita de Minas Gerais\". Inaugurou na União Espírita Mineira a Assitência Dentária e a Farmácia Homeopática, serviços gratuítos para milhares de necessitados. Fez circular com regularidade O Espírita Mineiro, órgão de orientação doutrinária. Elaborou novo Estatuto e ampliou os Departamentos da Entidade, como o Departamento Estadual da Mocidade Espírita e do Conselho Federativo Estadual, obedecidas as normas constantes do Pacto Áureo de Unificação. Promoveu o II Congresso Espírita Mineiro, quando foi aprovada a Declaração de Princípios Espíritas. Além de presidente da União Espírita Mineira por dez anos consecutivos, foi fundador do Cenáculo Espírita Tiago, o Maior, Presidente de Honra do Centro Espírita \"Amor e Caridade\", fundador da Sociedade de Amparo à Pobreza, mais conhecida como \"Sopa dos Pobres\", e conselheiro, sócio e irmão benemérito de várias sociedades espíritas que lhe adotaram o nome. Missionário de Boa Nova, caridoso e afável, soube granjear a admiração de quantos com ele conviveram. Não alimentava mágoas nem ressentimentos, exemplificando, como cristão verdadeiro, o amor e o perdão incondicional.

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    Minas Gerais , Brasil

    Camilo Rodrigues Chaves