D. Maria I supunha que o seu próprio corpo estava oco, no Rio de Janeiro, imaginava que o Diabo se escondia atrás do Pão de Açúcar. Será que após tantos anos, a séculos de distância, é possível compreender o que sucedeu à monarca? Como foi que a vida sexual de D. Afonso VI e os seus órgãos genitais acabaram escrutinados num tribunal que ambicionava demonstrar que o soberano era impotente, louco e incapaz de governar? Viveu no século XVII. Hoje é possível entender os bastidores das suas acções? Um dia, Antero de Quental sentou-se num banco de um jardim público e deu dois tiros na cabeça. Há quem diga que o Marquês de Pombal chegou a delirar, de tão obcecado que estava com os jesuítas, entre eles o excêntrico padre Gabriel Malagrida que acabou no fogo da Inquisição. Qual dos dois era mais louco? Fernando Pessoa revelou, desde cedo, uma grande preocupação com a sua própria sanidade mental, chegando a adoptar diferentes classificações psiquiátricas para si mesmo. Estaria louco ou apenas com medo? Partindo do diagnóstico e do tratamento que muitas destas pessoas tiveram nas suas épocas, Joana Amaral Dias faz uma reflexão sobre a loucura e as terapêuticas usadas, o que nos mostra a atitude das diferentes sociedade e épocas perante a doença, tratada ou pelo fogo da inquisição, um simples repouso, com sovas apedrejamentos ou com um internamento num local purificador.
Maníacos de Qualidade - Portugueses célebres na consulta com uma psicóloga
Joana Amaral Dias
Esfera dos Livros
2010
416 páginas
13h 52m
ISBN-13: 9789896262006
Português
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