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    As Transformações no Sistema Financeiro Internacional - Volume II

    Marcos Antonio Macedo Cintra, Keiti da Rocha Gomes

    Ipe
    2012
    293 páginas
    9h 46m
    ISBN-13: 9788578111472
    Português Brasileiro
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    Para serem socialmente úteis, os sistemas financeiros deveriam contribuir para a alocação eficiente de recursos na economia e para a promoção do investimento produtivo e da inovação técnica. O contexto recente, ainda sob os efeitos da crise financeira internacional eclodida em 2008, trouxe uma significativa oportunidade de discussão acerca da violenta instabilidade e dos riscos intrínsecos ao funcionamento de mercados financeiros desregulamentados, liberalizados e com precários mecanismos de controles internos das próprias instituições. Escravos da lógica da acumulação especulativa, tendo-se tornado disfuncionais para a alocação eficiente de capitais, os sistemas financeiros podem causar grandes e graves danos às sociedades. É urgente aprofundar a reflexão sobre a rerregulamentação desses mercados cada vez mais complexos e sofisticados, e sobre o risco sistêmico potencial decorrente da atuação imprudente de gigantescos bancos universais. É imperioso repensar a componente pública da governança dos sistemas financeiros nacionais e global. Nos países em desenvolvimento, em especial o Brasil, o contexto reforçou os benefícios de se terem reguladores fortes (Banco Central do Brasil e Comissão de Valores Mobiliários) e de se conciliarem bancos públicos e privados na oferta de crédito anticíclico. Por seu turno, o momento enseja a oportunidade e a urgência de se promover uma agenda de desenvolvimento financeiro público e privado hígido e adequadamente supervisionado. Aproximarem-se os mercados de capitais e os sistemas de crédito do papel de indução do investimento produtivo, superando o curto-prazismo e a inclinação às operações especulativas, embora pareça algo intuitivo, implica lidar com uma complexidade de aspectos fortemente relacionados, e em um ambiente de profundas transformações. Tais aspectos passam por questionar o papel das instituições reguladoras, dos bancos centrais, das organizações financeiras multilaterais, das grandes instituições bancárias internacionais e dos bancos de desenvolvimento regionais, e os resultantes desequilíbrios de balanços de pagamentos internacionais. Os desafios nessa direção são muitos. E este livro pode ser um importante ponto de partida neste debate crucial. Luciano Coutinho Presidente do BNDES

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