Dona Flor e seus dois maridos -

    Jorge Amado

    Companhia das Letras
    2008
    488 páginas
    16h 16m
    ISBN-13: 9788535911701
    Português Brasileiro

    Um dos romances mais populares de Jorge Amado, Dona Flor e seus dois maridos conta a história de uma mulher, a professora de culinária Florípedes Paiva, que conhece em seus dois casamentos sucessivos a dupla face do amor. Um dos romances mais populares de Jorge Amado, levado com êxito ao cinema, ao teatro e à televisão, Dona Flor e seus dois maridos conta a história de Florípedes Paiva, que conhece em seus dois casamentos a dupla face do amor: com o boêmio Vadinho, Flor vive a paixão avassaladora, o erotismo febril, o ciúme que corrói. Com o farmacêutico Teodoro, com quem se casa depois da morte do primeiro marido, encontra a paz doméstica, a segurança material, o amor metódico. Um dia, porém, Vadinho retorna sob a forma de um fantasma capaz de proporcionar de novo à protagonista o êxtase dos embates eróticos. Por obra da fantasia literária de Jorge Amado e da intervenção das entidades do candomblé, Flor consegue conciliar no amor o fogo e a calmaria, a aventura e a segurança, a paixão e a gentileza. Lançada em 1966, esta narrativa ousada e exuberante, plena de humor e ironia, é uma saborosa crônica de costumes da Bahia da primeira metade do século XX e um retrato inventivo das ambiguidades que marcam o Brasil.

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    Clio25/07/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Quer começar uma discussão? Basta soltar no meio de um bando de acadêmicos a famosa frase: A melhor obra de Jorge Amado foi... e a briga vai começar. É claro, com Capitães de Areia e sua crítica social sendo presença obrigatória no vestibular e Tieta do Agreste com toda a sua politicagem e já tendo mil adaptações, poucos considerariam Dona Flor e Seus Dois maridos. Grande injustiça. As mulheres na obra do autor refletem, como não podia deixar de ser, uma visão masculina, assim são eróticas, misteriosas e, sobretudo, fortes. Hoje em dia tende-se a argumentar que o retrato da figura feminina em qualquer mídia mostra-se como uma caricatura da fêmea submissa ou da mulher-fera, mas o baiano prefere caracterizar sua heroína como uma mulher típica dos anos sessenta... Flor é doce, sensual e pragmática. Ao invés de sofrer enfrentado a sociedade, ela burla-a. Perde a virgindade com o primeiro namorado, casa-se com Vadinho - um vadio por quem é perdidamente apaixonada - , recasa-se com alguém capaz de lhe dar segurança financeira, considera o adultério ao se ver insatisfeita sexualmente e, finalmente, abraça a bigamia como seu direito. Uso o termo aqui na sua forma mais informal, é preciso ler o livro para entender por quê. Jorge Amado, ao seu bel prazer, salpica os capítulos com receitas culinárias, piadas sociais e vez por outra, com os melindres e dúvidas morais de Flor que vão caindo por terra com os ataques incessantes de Vadinho. O fato de que o personagem é um fantasma é apenas a cereja do bolo. É um texto leve, engraçado, cheirando a maresia e com gosto de azeite de dendê. Recomendo.

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