Mirrorshades - The Cyberpunk Anthology

    Bruce Sterling

    Arbor House
    1986
    239 páginas
    7h 58m
    ISBN-13: 9780877958680

    With their hard-edged, street-wise prose, they created frighteningly probable futures of high-tech societies and low-life hustlers. Fans and critics call their world cyberpunk. Here is the definitive "cyberpunk" short fiction collection. Contents: The Gernsback Continuum (1981) by William Gibson Snake-Eyes (1986) by Tom Maddox Rock On (1984) by Pat Cadigan Tales of Houdini (1981) by Rudy Rucker 400 Boys (1983) by Marc Laidlaw Solstice (1985) by James Patrick Kelly Petra (1982) by Greg Bear Till Human Voices Wake Us (1984) by Lewis Shiner Freezone (1985) by John Shirley Stone Lives (1985) by Paul Di Filippo Red Star, Winter Orbit (1983) by William Gibson and Bruce Sterling Mozart in Mirrorshades (1984) by Bruce Sterling and Lewis Shiner

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    Igor Alves10/01/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    É praticamente impossível terminar a leitura de "Mirrorshades" e não ficar fascinado com o que essa antologia caótica e ousada representou para o então nascente cyberpunk e para a ficção científica como um todo. Bruce Sterling não apenas organizou, selecionou e escreveu alguns dos contos do livro, mas também expôs o que viria a ser o ethos do movimento. Ele comenta que o cyberpunk é "a integração da tecnologia e da contracultura dos anos oitenta. Uma aliança profana do mundo técnico e do mundo da dissidência organizada – o mundo underground da cultura pop, da fluidez visionária, e da anarquia de rua". Há uma onda de inconformismo, inquietude, uma tensão crescente em todos os cenários apresentados, cuja pressão vai aumentando exponencialmente até explodir com uma violência enorme e de certa forma bem lírica, contra as estruturas dos sistemas vigentes. Algumas vezes, isso ocorreu antes da narrativa, outras vezes, pode-se ver essa quebra de paradigma, essa revolução acontecendo durante a leitura, e a sensação é sempre incrível. O cyberpunk explora, com sua visão social distópica, os efeitos que a "adoração" tecnológica cria ao redor e nos seus próprios anti-heróis literários. O progresso tecnológico desenfreado, sem controle ou mediação de autoridades governamentais, corporativas ou de instituições sociais, estende-se não apenas ao espaço imaterial cultural, mas ao próprio espaço corporal. Essas características estão marcadas na alma do gênero, não importa quanto tempo passe, e ler "Mirrorshades" é uma excelente forma de se entender como tudo isso surgiu.

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