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    Machado de Assis: Vida e Obra - Volume 2 - Ascensão

    R. Magalhães Júnior

    Record
    2008
    390 páginas
    13h 0m
    ISBN-13: 9788501076540
    Português Brasileiro
    4.7
    11 avaliações
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    Favoritos1Desejados46Avaliaram11

    Definitiva biografia de Machado de Assis em nova edição Vida e obra de Machado de Assis, de R. Magalhães Júnior é o mais completo trabalho sobre o Bruxo do Cosme Velho. Carnavalesca Rosa Magalhães, filha do escritor, ajudou na atualização da obra, após um minucioso trabalho de revisão. A mais importante e aclamada biografia do extraordinário escritor brasileiro, enriquecida com documentos valiosos, é relançada no ano em que se lembram os 100 anos de morte de Machado de Assis. Em bela edição revista e ampliada, a Editora Record relança, de uma só vez, os quatro volumes publicados, originalmente, em 1981 pelo jornalista, escritor e consagrado biógrafo de grandes nomes da nossa literatura R. Magalhães Júnior.

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    Resenhas (2)Ver mais
    Douglas Milani picture
    Douglas Milani18/04/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A Saga Continua

    E mais uma vez trilhando essa monumental obra da vida do Machadinho, em 4 volumes, enfim cheguei ao final do Vol. 2. O início do livro é a sequência imediata do vol. 1, do qual já fiz resenha (inclusive no que tange os capítulos, já que este volume se inicia no de número 29). Se no volume anterior acompanhamos o nascimento e a fase de aprendizagem do Machado de Assis, dentre o ofício de tipógrafo e posteriores trabalhos de jornalista, veículo no qual publicou grande parte de sua poesia, o Vol. 2 começa com o desenvolvimento de sua carreira e a publicação de seu segundo livro de poesia, o “Falenas”. Seguindo essa linha, Magalhães Júnior abarca toda a fase romântica do Machado, incluindo publicações de algumas peças de teatro, seus demais livros de poesia, seus romances de primeira fase (de Ressurreição à Iaiá Garcia), e dois livros de contos (Contos Fluminenses e Histórias da Meia-Noite). Também foi nesse vol. 2 que se lançaram as primeiras, e vagas, informações da produção de Memórias Póstumas de Brás Cubas, bem como a produção e publicação de vários dos seus contos consagrados, que viriam depois a ser reunidos na sua mais famosa antologia, o “Papéis Avulsos”. Não poderia, também, esquecer do curioso, para não falar estranho, noivado e casamento que teve com a Carolina, e da ascensão do nosso escritor como funcionário público, precisamente no Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. Inclusive, foi após uma estafa por excesso de trabalho que o nosso Machado produziu uma gama de seus mais notáveis contos, já acima citados, após um período de descanso em Petrópolis. Dos pontos negativos da obra, o que posso dizer é que esses não existem. Fiz algumas breves pontuações na resenha do livro anterior, sobre a confusão que me parecia tanta citação dos escritos do Machado e de outros autores da época com a do biógrafo (R. Magalhães Júnior). Minhas suspeitas se confirmaram, e posso dizer que o defeito estava em mim. A leitura, neste volume, me pareceu menos confusa e consegui discernir efetivamente cada passagem do livro, o que exigiu uma leitura mais atenta, obviamente. Sobre os desgostos e decepções, esse são poucos, mas existem, e mais uma vez repito que estão em mim, e não na obra, da qual apenas sou elogios. Do que me causou certa insatisfação, o que mais me salta é a mania que alguns biógrafos têm de fazer um detalhado resumo de toda a obra que o biografado produziu. Tive essa irritação com o Moser, em seu “Clarice,”, e tive neste livro sobre o Machado. Se houvesse alguma explicação justificável, como traçar um paralelo com a vida do autor, ou ao menos levantar uma tese, seria compreensível, mas muito me irrita ver a narrativa da vida do biografado dar lugar a uma detalhada narração do livro ou do conto que este produziu, que diferença nenhuma teria caso substituída por uma breve sinopse. Entendo perfeitamente que essa cisma com spoiler é coisa recente, só que tira um pouco o ânimo de talvez revisitar uma obra a leitura detalhada de todo seu enredo, mesmo sabendo que o clássico está muito além de uma simples concatenação de fatos. Outra decepção, e que surgiu após alimentar com grande ânsia algo que não veio, foi a explicação da mudança abrupta da fase romântica para a fase realista do Machado. Tem gente que atrela à quase cegueira, tem gente que fala que veio do trabalho... Enfim, o que não faltam são teorias, todas muito obscuras. R. Magalhães Júnior atravessou esse momento sem nada dizer ou insinuar. Passou contando a vida de um extremo ao outro como se Machado tivesse sido sempre os dois em um só. Minha grande ‒ e nova ‒ expectativa, que espero não ver frustrada novamente, é que ele tenha destinado essas informações ao vol. 3 (que já comecei a ler). Por fim, tenho que reclamar da ausência de fotos do biografado. Entendo que R. Magalhães Júnior escreveu esse monumento há uns bons anos (quarenta anos, para ser preciso), mas o que custava a Record relançar essa obra com a inclusão de uma galeria de fotos? A obra foi relançada no centenário de morte do Machado (2008); não custaria muito tornar esse relançamento algo ainda mais caprichado. Talvez num futuro o façam. É mais uma expectativa que me dou ao luxo de gestar. Por fim, uma reclamação à editora: pelo amor de Deus, parem de colocar notas de rodapé nos finais dos capítulos. Notas de rodapé, como o próprio nome diz, ficam no rodapé. Por que complicar isso? Seria preguiça ou sadismo com o leitor? Que venha, agora, o vol. 3, com a maturidade do Machado. E mais uma vez repito para mim mesmo: não se aproximem, expectativas; não se aproximem! Se gostou da resenha, e curte literatura de horror e fantasia, gostaria de convidá-la (o) a conhecer algumas histórias que produzo. São pequenos contos, que disponibilizo na Amazon, gratuitamente, sempre que a plataforma me permite, além de estarem cadastrados no programa Kindle Unlimited. Quando não, estão sempre no valor mínimo que a plataforma impõe. Dê uma chance e um estímulo para esse rapaz continuar escrevendo ou encontrar uma casa editorial 😊. O link está disponível aqui na resenha. Instagram: @douglas.milani

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    Raymundo Magalhães Jr. profile picture

    Raymundo Magalhães Jr.

    Quinto ocupante da Cadeira 34, eleito em 9 de agosto de 1956 na sucessão de D. Aquino Correia e recebido pelo Acadêmico Viriato Correia em 6 de novembro de 1956. Recebeu os Acadêmicos Dinah Siveira de Queiroz e Jorge Amado. Raimundo Magalhães Júnior, jornalista, biógrafo e teatrólogo, nasceu em Ubajara, CE, em 12 de fevereiro de 1907, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12 de dezembro de 1981. Filho do jornalista Raimundo Magalhães, autor do Vocabulário popular, publicado em 1911. Fez seus estudos na cidade natal e em Campos, para onde se transferiu aos 17 anos. Lá fez os estudos de humanidades e se iniciou no jornalismo, na Folha do Comércio, de que era o redator-chefe ao se transferir para o Rio em 1930. Desde 1927 escrevia peças de teatro e contos. Em 1934 a Editora Record lançou Impróprio para menores, seu primeiro livro de contos. Na imprensa do Rio, foi secretário de A Noite Ilustrada, fez parte do grupo fundador do Diário de Notícias, diretor das revistas Carioca, Vamos Ler e Revista da Semana e redator de A Noite desde 1930. Como correspondente no estrangeiro, foi mandado pelo jornal A Noite ao Paraguai durante a Guerra do Chaco, tendo escrito reportagens que foram simultaneamente transcritas em jornais de Assunção (Paraguai) e La Paz (Bolívia). Em missão jornalística passou três anos nos Estados Unidos. Foi assistente especial do escritório do Coordenador de Assuntos Interamericanos, que era então Nelson Rockefeller, posto em que permaneceu de 1942 a 1944. Colaborou no The New York Times, Pan-American Magazine, American Mercury e Theatre Arts. De volta ao Brasil, participou da redação da revista Brazilian-American, que então se publicava em inglês no Rio de Janeiro. Na política, assinou Manifesto da Esquerda Democrática, que se converteu, em seguida, no Partido Socialista Brasileiro, pelo qual, em 1949, foi eleito vereador à Câmara do Distrito Federal, sendo reeleito em 1954. Como autor teatral, escreveu mais de três dezenas de revistas, comédias e peças dramáticas, entre as quais sobressaem Carlota Joaquina, O imperador galante, Vila Rica, Canção dentro do pão e Essa mulher é minha. Foi membro do Conselho Deliberativo da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais e seu diretor desde 1959 até o seu falecimento. Foi também conselheiro do Serviço de Defesa do Direito Autoral. Participou dos Congressos Internacionais de Direito Autoral de 1952, em Amsterdã, e de 1969, em Viena. Foi um dos fundadores e o primeiro presidente da Associação Brasileira de Tradutores. Era um incansável pesquisador, e do seu trabalho de pesquisa resultaram várias biografias, antologias, dicionários, ensaios e, sobretudo, os volumes da obra esparsa de Machado de Assis: Contos sem data, Contos sem data, Contos esparsos, Contos avulsos, Contos e crônicas, Contos de Lélio e Diálogos e reflexões de um relojoeiro. Machadiano perspicaz, procurou determinar uma série de revelações sobre o autor de Dom Casmurro. Como poeta, aparece na Antologia dos poetas bissextos contemporâneos, de Manuel Bandeira. Algumas de suas traduções de poetas franceses são reproduzidas na Antologia da poesia universal organizada por Sérgio Milliet. Como contista, teve trabalhos incluídos nas seguintes antologias: Contos do Brasil, de D. Lee Hamilton e Ned Fahs (EUA); Antologia do Carnaval, de Wilson Lousada; História de crimes e criminosos, de Edgard Cavalheiro e Raimundo de Menezes; Contos e novelas, de Graciliano Ramos; Brazilian Short Stories, de William Grossman. Obteve vários prêmios literários, entre os quais o Prêmio do Serviço Nacional do Teatro, em 1940; o Prêmio Brasília de Literatura, da Fundação Cultural do Distrito Federal (1972); o Prêmio Juca Pato, como o "Intelectual do Ano", da União Brasileira de Escritores (1974). Antes de seu ingresso na Academia, obtivera os Prêmios Artur Azevedo (teatro), em 1945; José Veríssimo (ensaio e crítica); Carlos de Laet (crônica), em 1945; Prêmio Sílvio Romero (ensaio), em 1953. Era membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e sócio correspondente dos Institutos Históricos e Geográficos de São Paulo e do Ceará.

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    Ceará, Brasil

    Raymundo Magalhães Jr.