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    O nariz do morto -

    Antonio Carlos Villaça

    Ediouro
    1998
    215 páginas
    7h 10m
    ISBN-10: 8500119802
    Português Brasileiro
    3.9
    16 avaliações
    Leram16Lendo4Querem27Relendo0Abandonos4Resenhas3
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    Resenhas (3)Ver mais
    Marconi Soares de Moura picture
    Marconi Soares de Moura25/02/2024Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    7,0 / 10

    Autor de vasta cultura e excelente escrita. A leitura é agradável, mas irregular, tendo trechos de introspecção cansativa. Traz cenários muito interessantes das décadas de 30 e 40 do séc XX. Um grande memorialista, embora eu não me atravesse a colocá-lo acima de Pedro Nava como alguns propõem. Quanto a sua história pessoal, percebi dois aspectos que me chamaram a atenção. O primeiro foi como a sua intensa busca pela religiosidade não resistiu à sua cultura e racionalidade. Outro ponto é como o filho único, vítima da inseparável dupla superproteção/indulgência, filho de mãe frívola e pai ausente, tornou-se um adulto totalmente incapaz de enfrentar a vida adulta, obrigado a recolher-se aos livros, para sorte da literatura.

    2 curtidas

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    3.9 / 16
    • 5 estrelas63%
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    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas19%
    Antonio Carlos Villaça profile picture

    Antonio Carlos Villaça

    Antônio Carlos Rocha Villaça (Rio de Janeiro RJ 1928 - idem 2005). Ficcionista, memorialista, ensaísta e jornalista. Descendente do escritor português Ramalho Ortigão (1836 - 1915), Antonio Carlos Villaça nasce no bairro carioca de Botafogo, cresce na Tijuca, e estuda em colégios deste bairro. Ingressa no curso de direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC/RJ), local em que conhece Tristão de Athayde (1893 - 1983), de quem se torna grande amigo. Resolve seguir a vida religiosa no Mosteiro de São Bento e na Ordem Dominicana, mas desiste em 1954. Um dos motivos da desistência é seu interesse em dedicar-se integralmente à literatura. Sua obra de estreia é um ensaio histórico sobre o barão do Rio Branco. Profere palestras, faz traduções e publica crônicas em jornais cariocas. O primeiro livro publicado é o elogiado O Nariz do Morto (1970), obra memorialista baseada na vivência do autor nos mosteiros que frequenta, e que recebe, no mesmo ano, o Prêmio Jabuti. A volta ao ensaísmo acontece em dois livros influenciados pelo interesse religioso: a História da Questão Religiosa (1974) e O Pensamento Católico no Brasil (1975). Ainda na década de 1970, reúne seus estudos críticos em livros como Encontros (1974), Literatura e Vida (1976), entre outros. Nos anos 1980, aventura-se também na literatura infantil, com a publicação de A Descoberta do Morro (1984), e volta aos estudos biográficos, com trabalhos sobre Manuel Bandeira (1886 - 1968) e Tristão de Athayde. Morre no Rio de Janeiro em 2005. Alguns de seus textos são publicados postumamente em O Livro dos Fragmentos.

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    2 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Antonio Carlos Villaça