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    Brasil anos de crise (1930-1945) -

    Edgard Carone

    Ática
    1989
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
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    Andre Luiz Santana Souza04/01/2013Resenhou um livro
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    Brasil Anos de Crise - (1930-1945)

    Brasil anos de crise (1930-1945) O fascismo desde cedo é conhecido pelos socialistas, anarquistas, comunistas e liberais. Em 1926, se inicia um movimento mais articulado antifascista, no momento do assassinato do deputado socialista Matteoti. O movimento antifascista dos anos 20 é totalmente distinto dos da década de 30. O primeiro foi realizado por italianos com a simpatia de correntes brasileiras-socialistas, liberais, nacionalistas -, o segundo foi realizado por correntes políticas de esquerda, por uma frente única ampla, reflexo de uma ação política universal. O fascismo surge no fim da Primeira Guerra Mundial, embora Mussolini só subisse ao poder em 1922. Desta data até 1935, o movimento fica mais restrito à Itália. No nazismo a dinâmica foi diferente. Hitler torna-se Chanceler em 1933 e presidente da república em 1934. A partir daí, a ameaça nazista espalha-se por todo o mundo e as correntes operárias e de classes médias sentem a necessidade de se unir para formar uma frente única contra o movimento de direita que surgia. O segundo congresso da IC pregava a radicalização comunista e a da não-identificação com qualquer força, seja da burguesia ou da social-democracia operária. Com esta atitude os comunistas ficaram isolados e se tornaram mais vulneráveis estratégica e taticamente. Com o passar do tempo a situação vai mudando. A rússia aproxima-se da França e da Inglaterra, e um ano antes, começava a ter relações diplomáticas com os Estados Unidos. A partir daí a Rússia passa a fazer parte da Sociedade das nações. A atitude da IC começa a mudar quando a II Internacional Comunista faz um apelo a III IC para organizarem uma frente única contra o nazismo. O Comitê Executivo da Internacional Comunista apela para que todos os partidos comunistas tentem, através dos partidos socialistas, estabelecer uma luta com as massas operárias. Enquanto o fascismo e o nazismo se consolidam em seus países de origem, surge no Brasil, a Ação Integralista Brasileira. Após a Revolução de 30 surgem vários partidos de direita no Brasil. A proliferação demonstra a ansiedade da classe média que procura identidade ideológica e organizatória, e ao mesmo tempo expressa a situação de instabilidade social em que sempre viveu. O antifascismo é defendido por anarquistas, socialistas e comunistas. A partir de 1932 essas forças se mobilizarão de forma diferente. Eles verão o fascismo como um problema real. Esse processo terá os seus maiores momentos na Batalha da Praça da Sé (1934) e na Aliança Nacional Libertadora. (1935). Em 25 de julho de 1933, forma-se a Frente Única Antifascista com a adesão do Partido Socialista Brasileiro, Partido Socialista Italiano, entre outros. Os comunistas aderem 3 meses depois, após observar o comportamento dos integrantes da Frente Única Antifascista. A classe trabalhadora está em um momento de luta querendo mais pão, liberdade, direitos de lutar contra a guerra e o fascismo. Em 1933, há eleições para Assembleias Estaduais e a Coligação das Esquerdas convidam o PCB a unirem-se à ela nas eleições. Esta atitude faz com que o PCB entre em um grande dilema: une-se à Coligação das Esquerdas ou lança candidatos próprios para as eleições? Outra questão preocupante era a situação ilegal na qual estava o Partido Comunista Brasileiro. O povo queria a legalização deste partido. A Batalha da Praça da Sé é o primeiro momento que a Ação antifascista contrata o integralismo com o apoio total das massas. A partir daí a palavra de ordem torna-se: morte ao integralismo. A ação da AIB termina em um fracasso total. O autor acredita que os integralistas não tinham ideologia. Eram do interior e acreditavam no que diziam para que acreditassem.

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    Edgard Carone

    Filho de libaneses, exilou-se no interior de São Paulo para iniciar suas pesquisas, que durariam a vida toda, sobre o período republicano, que acreditava ser a chave para compreender o Brasil pós-golpe militar.

    20 Livros
    2 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Edgard Carone