Achei esse livro muito bacana. É um romance de cavalaria um tanto quanto tardio, acredito eu (foi publico pouco menos de um século antes de Miguel de Cervantes dar uma facada no peito das novelas de cavalaria) e narra a história do cavaleiro andante Clarimundo desde sua história antes de nascer até seu falecimento.
Fiquei encantado com as aventuras fantásticas narradas nesse livro, mas, principalmente, fiquei encantado com o amor medieval, a simbologia tão pura usada nos nomes dos cavaleiros e nas armas por eles vestidas.
Clarimundo, que até então era conhecido por Belifonte, nunca antes fora vencido, até encontrar um cavaleiro chamado Amor, quando acaba se apaixonando por uma mulher que conhece apenas em retrato (assim como Tamino apaixonou-se por Pamina, ou Evangelista por Creusa).
Vivendo nesse pejo - de amar alguém que sequer conhece - o cavaleiro (que até então era conhecido como Belifonte) muda seu nome para Cavaleiro das Lágrimas Tristes, até se encontrar a dona daquela imagem retratada, a Senhora que há de cura-lo as chagas de seu coração.