A Sociedade que não quer Crescer - Quando os adultos se negam a ser adultos

    Sergio Sinay

    Guarda-Chuva
    2012
    161 páginas
    5h 22m
    ISBN-13: 9788599537251
    Português Brasileiro

    Este livro é decisivo. Mostra o extremo fenômeno do jovialismo (adultos que se comportam como jovens) e suas perversas consequências em nossa sociedade. Homens e mulheres que já ultrapassaram a maioridade, mas negam-se a aceitar este acontecimento natural da vida, adotam atitudes juvenis, recusam-se a assumir responsabilidades e compromissos, contagiam-se por modismos e pela pobreza vocabular, agem de forma postiça e forçada. Neste livro, o psicólogo e especialista em vínculos humanos Sergio Sinay nos coloca diante deste fenômenos social profundo e alerta: abdicar da idade adulta para permanecer no estado de inocência juvenil resulta numa perigosa pandemia: a imaturidade coletiva da sociedade e de seus indivíduos.

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    Canoff24/05/2023Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Um bom livro, mas nada de tão interessante assim. Há informações interessantes, mas faltou abordar o assunto minuciosamente. Um tema muito bom para escrever somente 160 páginas.

    Ao iniciar a leitura, deparei-me com uma obra que busca desvendar os problemas presentes na mentalidade dos adultos contemporâneos. O autor, de forma contundente, descreve essa parcela da sociedade como "crianças infladas", expondo as diversas adversidades que permeiam suas vidas. A superficialidade das relações interpessoais é um dos principais pontos discutidos pelo autor. Ele salienta a falta de apreço por diálogos profundos, conversas filosóficas e aspectos culturais, revelando como esses adultos estão mergulhados em seus próprios estigmas. Essa postura acaba prejudicando seus filhos, pois muitos pais buscam agir de maneira mais jovial do que seus próprios descendentes, resultando em situações constrangedoras, como a adoção de vestimentas e frequentação de lugares voltados para um público mais jovem. Outra questão levantada pelo autor é a negligência dos pais em estabelecer limites para seus filhos. Essa atitude gera uma terceirização da educação das crianças, transferindo-a para a internet, amigos, escola e avós. É preocupante perceber que muitos pais não desejam assumir o trabalho de educar seus filhos de forma adequada. Além disso, o autor destaca uma pesquisa realizada por cientistas argentinos, revelando que os jovens estão utilizando preservativos em uma proporção significativamente maior do que os adultos. Tal fato pode resultar em mais crianças nascendo e, consequentemente, em pais negligentes na criação dos filhos, delegando sua educação para outras instituições e familiares. A abordagem desses assuntos é extremamente relevante e desperta a reflexão sobre a sociedade contemporânea. Os problemas analisados pelo autor certamente conduzirão a uma situação crítica no futuro, e ele expõe suas opiniões de forma ácida, trazendo frases de efeito impactantes. No entanto, senti falta de uma maior abordagem sobre a problemática dos jovens. Embora o livro trate, em sua maioria, das questões enfrentadas pelos adultos, ainda assim é uma leitura interessante. Em geral, considero este livro uma boa obra, abordando assuntos relevantes e instigantes para a análise da sociedade contemporânea. Embora minhas expectativas fossem um pouco diferentes, o autor apresenta opiniões impopulares, o que pessoalmente aprecio. No entanto, senti que o tema central dos jovens poderia ter sido mais explorado. Mesmo assim, é uma leitura que provoca reflexões e nos instiga a repensar nossas atitudes e responsabilidades na construção do futuro.

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