A prisão do governador do Distrito Federal, a acalorada discussão sobre a distribuição dos royalties do Pré-Sal, a conturbada tramitação da Lei da Ficha Limpa e a disputada eleição presidencial foram os principais assuntos políticos de 2010. Apesar da grande relevância de todos esses temas, confesso que o que mais me entusiasmou foi a realização da eleição presidencial num clima da mais absoluta tranquilidade. Era a sexa vez consecutiva, desde 1989, que decidíamos peço voto a escolha de um presidente da República, fato inusitado em nossa história republicana, marcada por tantos sobressaltos e crises. Valorizei muito essa eleição porque vivi o outro lado: há pouco mais de vinte e cinco anos estávamos sob um regime ditatorial que se prlongou por duas décadas. Também consideirei altamente auspicioso o fato de os dois principais concorrentes à Presidência serem excelentes e testados administradores públicos: Dilma Rousseff, que imprimiu dinamismo e eficácia ao governo Lula; e José Serra, excelente ministro da Saúde e que administrou com probidade o maior Estado brasileiro e a maior cidade do País. Empolgante fi o desempenho, no primeiro turno, de Marina Silva, mulher extraordinária, que admiro pela sua atuação tanto no Senad como no Ministério do Meio Ambiente. Apoiei Marina Silva no primeiro turno e, depois, votei em Dilma Rousseff. Acho que nós, brasileiros, de modo geral ainda não valorizamos suficientemente o fato de vivermos já há vinte anos uma duradoura estabilidade política, que nos foi assegurada pela Constituição de 1988. Por todos os seus incontáveis aspectos positivos, a eleição presidencial de 2010 foi um atestado da maioridade política alcançada por este País. Ele nos permite ser otimistas quanto aos anos vindouros para o Brasil. Senador Pedro Simon
