Devo ser a última pessoa no planeta a ler Saga, mas a verdade é que eu não estava botando muita fé. Achei a premissa fantasiosa demais e fui deixando, até que resolvi dar uma chance e adivinha? Adorei! Li esse volume numa sentada só, de tão imersa que eu estava na história.
Ele consegue te fisgar logo nas primeiras páginas: estamos no meio de um parto e os pais parecem ser de duas raças diferentes. Aí começamos a entender que eles são soldados, mas de lados opostos, e estão sendo perseguidos por deserção. Parece que uma guerra entre um planeta e seu satélite natural está acontecendo desde sempre, mas eles terceirizam a batalha para outros planetas, porque se um for aniquilado, o outro sofrerá as consequências e a vida em ambos se extinguiria. Similar ao que aconteceria se a gente resolvesse explodir a Lua e vice-versa.
Os protagonistas dessa Space Opera são os pais mencionados acima. Alana, que vem do planeta Landfall e Marko, que vem do satélite que circunda Landfall, a Wreath. Ela tem asinhas e ele chifres, características que passam para sua filha, Hazel, a narradora da história. Dá a entender que não só a união entre eles como o fruto dessa união, são consideradas abomináveis. Então além de serem acusados de deserção, tem mais essa. A única coisa que eles querem é poder curtir o amor em paz em algum ponto da galáxia, mas já vi que vai ser quase impossível.
Os personagens secundários também são bastante interessantes. Temos um robô com cabeça de televisão (!) que faz parte da realeza (!) e é incumbido pelo pai de ir atrás dos dois pombinhos, só que tem um mercenário atrás deles também, um tal de The Will, que possui a namorada mais esquisita que eu já vi e uma gata que detecta mentiras. Tem também as meninas fantasmas do planeta Cleave que vão ajudar o casal a fugir de lá.
O ritmo da história é excelente e cada capítulo termina de um jeito que você PRECISA ler a continuação. Vai na fé porque o hype aqui é verdadeiro!