Calango seguiu Josué e seu empregado durante dois dias, mantendo uma discreta distancia. No final da terceira noite, já tinha feito todas as observações de que precisava para planejar o ataque. Josué só pernoitava em barracas e jamais pedia pouso em qualquer fazenda da região. Levantava as barras habitualmente a uns cinquenta metros da margem de um rio, ou riacho. Pelo desejo de tomar banho nu, fora do alcance do empregado, mandava armar as barracas sempre atrás de algum obstaculo. O empregado por mais fiel que fosse, nada entendia de proteção, limitando-se a executar tarefas rotineiras e a obedecer ordens. Algumas dessas ordens, Calango chegou a ouvir, tão perto dos viajantes. Foi então que resolveu : no dia seguinte, quando acampassem , atacaria.