Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas0
    • Leitores95
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Comissão das Lágrimas -

    António Lobo Antunes

    Alfaguara
    2013
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-13: 9788579621987
    Português Brasileiro
    3.7
    16 avaliações
    Leram29Lendo1Querem64Relendo0Abandonos1Resenhas0
    Favoritos1Desejados64Avaliaram16

    Tido como o maior autor vivo na literatura de Portugal, António Lobo Antunes tem uma abordagem detalhada, em diversos de seus romances, sobre fatos marcantes na década de 1970. Em seu novo romance, Comissão das Lágrimas, ele utiliza a história verídica de uma guerrilheira presa e executada em Angola como ponto de partida para uma narrativa sobre dor, memória e identidade. Nascida no país africano e paciente de uma clínica psiquiátrica em Lisboa, Cristina é uma mulher cuja história é repleta de sofrimento. Afastada de Luanda aos cinco anos, ela tem vagas lembranças de seus pais na infância: a mãe, portuguesa, havia partido para a turbulenta Angola como dançarina. Ela se relacionara com um homem local, ex-padre e membro do emancipatório Movimento Popular pela Libertação de Angola. O envolvimento do pai de Cristina com a Comissão das Lágrimas – tribunal responsável pela execução sumária dos que haviam supostamente ajudado na tentativa de derrubar o governo revolucionário do MPLA – revela à moça os horrores da família e de um país que tanto lutara pela independência. Lobo Antunes entrelaça as vozes da protagonista, da mãe e do pai, revelando o retrato de um país fraturado pela guerra. Tomada por uma angústia que mistura passagens oníricas, realidade e memória, Cristina busca recordar o que a levou à sua condição atual, deitada na clínica lisboeta. Ao costurar fatos históricos e uma inventividade ficcional, Lobo Antunes constrói um romance denso, mesclando diferentes personagens e camadas narrativas, sobre um período marcante – e sombrio – da recente história africana. A violenta história da independência angolana é uma temática recorrente na obra do autor. Lobo Antunes, que viveu por dois anos no país como médico do exército português, durante a guerra colonial, relatou suas experiências no premiado Os cus de Judas. E voltou a abordar o processo emancipatório da ex-colônia portuguesa através de cartas trocadas com sua primeira esposa no período – que foram publicadas na edição Medidas extremas da revista literária Granta em português, lançada em 2012. Médico especializado em psiquiatria, Lobo Antunes investiga a mente humana com frequência em seus romances. Em entrevista ao canal de televisão português SIC Notícias, ele afirma que, mais do que um regresso à África, este romance promove um ‘regresso às profundidades do inconsciente’, em suas palavras. “Pergunto-me se cada um de nós tem uma Comissão das Lágrimas dentro de si”, levanta o autor, questionando a crueldade humana e a intransigência. Mais do que um romance sobre as mazelas de Angola, a loucura e o totalitarismo, Comissão das Lágrimas é uma história sobre a busca de uma identidade familiar e nacional, e acima de tudo sobre a culpa e o perdão.

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 16
    • 5 estrelas13%
    • 4 estrelas56%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas6%
    António Lobo Antunes profile picture

    António Lobo Antunes

    António Lobo Antunes nasceu em 1942, em Lisboa, na zona de Benfica, onde cresceu. É o mais velho de seis irmãos. Licenciou-se na Faculdade de Medicina, em Lisboa, carreira que afirmou ter seguido por acaso. Já aos 13 anos queria ser escritor. Especializou-se em psiquiatria por nela achar semelhanças com a literatura. Parte de sua experiência clínica foi praticada em Angola, durante a Guerra Colonial, depois do que retornou a Portugal. No que concerne à política, apenas uma vez foi militante da APU (1980). No entanto, em relação à questão do poder, manteve-se um pouco distanciado, talvez por formação, herança do pai, anarquista. Foi sensivelmente a partir de 1985 que Lobo Antunes passou a se dedicar quase exclusivamente ao ofício da escrita. Os temas abordados em suas primeiras obras são a Guerra Colonial, a morte, a solidão, a frustração de viver/não amar. Tem três filhas: uma de 27, outra de 25 e outra de 15. Embora dedique a vida à escrita, costuma ir muitas vezes ao hospital. Sobre a escrita, Lobo Antunes diz: "Eu escrevo livros para corrigir os anteriores. E ainda tenho muito para corrigir". A sociedade urbana da média burguesia é a mais retratada em seus livros, uma vez que esta sociedade caracterizou o seu ambiente familiar. Deste modo, o autor tem necessidade de partir de uma base real para a criação de suas obras. Segundo o autor, suas principais influências foram os cinemas norte-americano e italiano, os andamentos da música e também alguns escritores que o encantaram na adolescência, como Céline, Hemingway, Sartre, Camus, Malraux, Júlio Verne e Emilio Salgari, acrescidos mais tarde com a descoberta primeiro de Simenon e, depois, dos russos Tolstoi e Tchekov.

    47 Livros
    78 Seguidores

    António Lobo Antunes