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    ... e não consegue fugir -

    Knut Hamsun

    Boa Leitura
    1963
    363 páginas
    12h 6m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    4 avaliações
    Leram2Lendo4Querem1Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados1Avaliaram4

    Um dos clássicos de Knut Hamsun conta a história de Brodersen, um homem mais velho que decide arranjar uma esposa mais nova, Abel. Essa problemática é muito bem desenvolvida por Hamsun e mostra a fragilidade da velhice de uma forma menos problemática. Geralmente em suas obras, a relação entre indivíduo e sociedade é o foco, mas em "E não consegue fugir" (também conhecido por: "A ronda acabada") essa temática é diferente, pois, Abel tem ambições sociais, tem uma estratégia incomum de "sobrevivência". Uma linha de desenvolvimento deve ser traçada através da escrita de Hamsun entre as obras "Fome" a "E não consegue fugir" - como o autor sugere, a linha vai da ambição à resignação.

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    vinicius meireles09/03/2013Resenhou um livro
    0

    Mais uma obra prima do velho norueguês

    Mutos louvores a Knut Hamsun, o velho norueguês. No entanto, aqui no skoob, nenhuma resenha ao “...E não consegue fugir”. Achei estranho, pois se trata de um livro muito citado, principalmente nas trilogias de Henry Miller. É bom saber que já li muitos livros de Hamsun e ainda faltam diversos outros para ler. Mas a cada leitura me convenço mais da influência que ele despertou nas gerações seguintes. D H Lawrence, em questão, na cena que o protagonista de “...E não consegue fugir” Abel leva sua amiga para o paiol, cena que lembra os marcos eróticos de “O amante de Lady Chatterley”. Toda a expectativa, a tensão liberada após anos de contenção e que finda em conflitos, sempre conflitos. Mas destacar a influência pontual que o inglês recebeu é deixar de lado a influência geral na trama que sentimos com relação aos alemães que vieram depois, principalmente Thomas Mann e Hermann Hesse. Esse último, sempre escreveu sobre jovens vagabundos que buscam a fuga. E o título do livro indica justamente isso. Fuga, retorno à pátria, anseios e inquietações. O estilo, pouco rebuscado, não lembra o de Thomas Mann, apenas remete no tocante à ironia. Mas a narrativa da decadência das famílias burguesas, apesar de ser tema inerente a Mann, faz vênia ao desenrolar da história de “...E não consegue fugir”. Hamsun tem algo de misterioso, de folgazão na maneira como ele liga os acontecimentos da história, mas no entanto sempre funciona! O modo como ele revela certas ligações entre os personagens – que não se conhecem, de fato – e que irão desencadear futuras conexões no futuro, é tudo feito de maneira muito sutil. A história do declínio do velho Brodersen, que procura uma companheira muito mais nova, é algo que lembra os mais perversos personagens dostoievskianos, uma referência quem Hamsun às vezes expunha, mas que o norueguês conseguiu dar um toque mais humano, menos problemático e mais interessado em mostrar a fragilidade da velhice, algo que nos faz imaginar num possível desfecho para o protagonista Abel. Enfim, um literata tão popular no mundo nórdico, com uma biografia lamentável nos últimos anos de vida, ainda tem muito a oferecer para a literatura, um clássico de estilo simples e acessível, de histórias que parecem vir de tão longe mas que criam a identificação com o indivíduo de qualquer lugar do mundo, pois sua literatura é universal.

    2 curtidas

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    Knut Pedersen profile picture

    Knut Pedersen

    Romancista, dramaturgo e poeta norueguês, de nome verdadeiro Knut Pedersen, nascido a 4 de agosto de 1859, em Lom, e falecido a 19 de fevereiro de 1952. Foi homenageado com o Prêmio Nobel da Literatura em 1920. Mentor do neo-romantismo, combateu o excessivo naturalismo típico da narrativa da época através do estilo lírico de romances como Sult (Fome, 1890) ou Markens grøde (Frutos da Terra, 1917), vindo a influenciar escritores como Thomas Mann, Máximo Górki e Isaac Bashevis Singer. Apesar de seus feitos literários incontestáveis, sua vida pessoal foi controvertida e marcada negativamente por seu apoio ao nazismo.

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    Gudbrandsdalen, Noruega

    Knut Pedersen