Esse é o segundo livro da trilogia sobre a qual já comentei na minha primeira resenha.
Aqui, Corinne Hofmann conta como reconstruiu sua vida depois de fugir do marido, um guerreiro massai, e voltar para seu país com um bebê nos braços. O recomeço foi difícil, a tensão também e as incertezas não paravam de atormentar sua mente. Afinal, agora ela tinha um ser que dependia totalmente dela.
Não tão emocionante como o primeiro, mas tão bem escrito quanto, Back from Africa é leitura obrigatória para quem leu e ficou apaixonada pelo primeiro livro da trilogia, como eu.
A história retrata com detalhes sua volta por cima emocional e profissionalmente, bem como mostra todo o apoio de sua família e demonstra como o afeto e o amor incondicional podem ajudar alguém a reunir forças para começar de novo. O legal nesse livro é ver que a Corinne cheia de coragem, louca por aventura e até meio inconsequente deu lugar a uma mulher com medos, inseguranças e pé no chão. E acho que essa mudança aconteceu tanto pela maturidade dos anos que se passaram quanto pelas experiências vividas. Mas, o motivo maior para essa nova postura foi, com certeza, o nascimento de sua herdeira, por quem Corinne passou a viver a partir de então.
Se eu tivesse que escolher uma palavra para resumir este livro, ela seria Recomeço. Se pudessem ser duas, seriam Coragem e Recomeço.
Sobre Corinne Hofmann
Corinne Hofmann nasceu em 1960 em Frauenfeld, no cantão Thurgau, filha de mãe francesa e de pai alemão. Antes de partir para o Quénia, tinha uma loja de roupa na Suíça. Quando voltou, escreveu The White Masai (traduzido para inglês em 2005), que vendeu mais de 4 milhões de exemplares na Alemanha.
O livro foi adaptado para o cinema pela realizadora alemã Hermine Huntgeberth e estreou no Festival de Cinema de Toronto a 14 de Setembro de 2005. Corinne escreveu ainda duas continuações do primeiro livro: Back from Africa e Reunion in Barsaloi. Hoje, vive confortavelmente no Lago Lugarno com a sua filha, Napirai, de 17 anos.