Histórias - Livro VIII

    Heródoto

    Edições 70
    2007
    127 páginas
    4h 14m
    ISBN-13: 9789724414607
    Português

    O ano de 480 a.c. constituiu um marco na história da Grécia: o início da Época Clássica. Essa viragem ficou assinalada por um dos mais célebres confrontos navais da Antiguidade, a Batalha de Salamina. Motivo central do presente livro, a derrota humilhante dos Bárbaros diante das forças gregas assinala o fim anunciado do expansionismo persa.

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    Tiago Nunes Braz27/11/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Histórias, de Heródoto - Livro VIII, Urania

    "Não me digas, Mardónio, que foi contra este tipo de homens que nos fizeste combater, homens que competem não por dinheiro, mas pela glória". Após os afamados eventos do último livro, narrando a Batalha de Termópilas e os 300 de Esparta, o oitavo livro das Histórias de Heródoto narra os acontecimentos navais concomitantes a esta batalha - especificamente o combateefêmero ocorrido no Cabo Artemísio, e, após este, o também notável confronto entre persas e gregos ocorrido na Batalha de Salamina, que demonstra para o rei persa, Xerxes, que não conseguirá expandir seu império para a Hélade. O livro inicia com eventos anteriores à heroica derrota de Leônidas e os 300 espartanos - com a frota grega, majoritariamente ateniense, no Cabo Artemísio, aguardando o confronto contra os navios persas. Houve alguns contatos entre navios persas e gregos, mas nenhuma batalha efetivamente. Após a notícia da derrota espartana nas Termópilas - notícia que foi recebida como inesperada pela frota grega, fato estranho dada a imensa superioridade bélica persa -, não há mais sentido em proteger este local, e os navios da Hélade regressam para Salamina, onde defenderão seu povo contra o ataque do Império Persa. Com o caminho liberado por terra, o exército persa percorre a Beócia e conquista Atenas, queimando a cidade e seus templos - este será um dos motivos apontados para a derrocada persa. Neste ínterim, há discussão na frota grega sobre em que região realizar a batalha naval: em Salamina, para defender a Ática e Atenas, ou no istmo, protegendo apenas o Peloponeso e Esparta. Com uma argumentação de Temístocles (e, mais provavelmente, devido à sua ameaça em abandonar a frota junto com os navios atenienses), este convence os outros comandantes a ficarem em Salamina e não abandonar Atenas. Daí, ocorre a célebre Batalha de Salamina, com uma descrição infelizmente breve de Heródoto, em que os persas são massacrados pela frota grega, apesar do número de navios superior. Tal derrota ocorre devido ao local ser estreito, prejudicando números maiores de navios. Surpreso e temeroso com a derrota, Xerxes decide sair da Grécia e voltar para a Ásia, onde ficará em segurança. Para fazê-lo sem parecer covarde, aceita a sugestão de um subordinado, Mardónio, que ficará na Grécia com alguns milhares de homens para (tentar) conquistar o restante da Hélade. Assim, Xerxes regressa à Pérsia. Ao fim do livro, Heródoto ainda conta a tentativa de Mardónio de aliar-se aos atenienses - o que os tornaria imbatíveis por mar -, enviando uma mensagem por meio de Alexandre, filho do rei da Macedônia (antepassado de Alexandre, o Grande), o qual era aliado de Atenas. A decisão ateniense, crucial para o modo como a História se desenrolou, foi de recusar a aliança e continuar lutando contra Xerxes - a favor do povo grego e de sua liberdade.

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